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Mulher passa em frente a mural com as gravuras do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, e do presidente russo, Vladimir Putin, em Belgrado, na Sérvia. 04/12/2016. REUTERS/Marko Djurica

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Por Andrew Osborn

MOSCOU (Reuters) - O Kremlin pode ter passado anos rivalizando com os Estados Unidos, mas muitos russos, na expectativa de que Donald Trump vá trazer uma nova era de reconciliação, comemoram sua cerimônia de posse nesta sexta-feira com festas e objetos comemorativos, que vão desde moedas a bonecas "matryoshka" que levam a imagem do novo presidente norte-americano.

Washington transformou-se em uma fortaleza, com estimadas 900 mil pessoas --entre apoiadores e manifestantes-- adentrando a capital. Em Londres, manifestantes anti-Trump mostraram um cartaz com os dizeres “Construam Pontes, Não Muros”, na Tower Bridge. Estavam planejadas outras manifestações por toda a Europa na sexta-feira e no sábado. 

Mas, de acordo com Gennady Gudkov, um ex-parlamentar e crítico de Putin, a Rússia está à beira de uma “Trumpmania”, com a TV estatal dando ao presidente eleito mais tempo no ar, em detrimento de notícias locais mais mundanas e, às vezes, mais deprimentes.

Segundo ele, isso acontece em parte porque a eleição presidencial dos EUA, diferentemente da Rússia, foi imprevisível. O Kremlin espera que Trump vá aliviar as sanções impostas sobre os russos após a anexação da Crimeia, que vá ser um aliado na luta contra o Estado Islâmico e que reduzirá a atividade militar da Otan perto de fronteiras russas. 

Artesãos na cidade de Zlatoust, a leste de Moscou, divulgaram uma série limitada de moedas comemorativas de prata e ouro, gravadas com os dizeres “Em Trump Confiamos” — uma alusão à frase nas notas de dólar, “Em Deus Confiamos.”

Vendedores das tradicionais bonecas matryoshka acrescentaram brinquedos com a imagem de Trump em sua lista de itens, assim como já possuem o presidente russo Vladimir Putin, o revolucionário bolchevique Vladimir Lenin, e outros líderes soviéticos, como Mikhail Gorbachev e Josef Stálin.

Alguns dos oponentes de Trump acreditam que o Kremlin tenha ajudado a em sua vitória, ao realizar uma campanha de ciberataque para conseguir informações constrangedoras sobre sua rival Hillary Clinton. O Kremlin nega, mas poucas pessoas aqui escondem o fato que estão satisfeitas com o triunfo de Trump sobre a democrata.

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