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Primeiro-ministro da Austrália, Malcolm Turnbull, e primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante encontro em Sydney. 22/02/2017 REUTERS/Jason Reed

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Por Colin Packham

SYDNEY (Reuters) - O primeiro-ministro da Austrália, Malcolm Turnbull, fez uma defesa firme de Israel nesta quarta-feira, criticando a Organização das Nações Unidas (ONU) e prometendo jamais apoiar "resoluções unilaterais" opostas à construção de assentamentos israelenses em terras ocupadas.

Turnbull recebeu nesta quarta-feira Benjamin Netanyahu, o primeiro premiê israelense a visitar a Austrália, e reiterou o apoio de seu país a uma solução de dois Estados para o conflito israelo-palestino.

Mas ele também deixou claro que a Austrália não irá apoiar nenhuma resolução como a que foi aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU em dezembro pedindo o fim da construção de assentamentos israelenses em terras ocupadas.

"Meu governo não irá apoiar resoluções unilaterais criticando Israel do tipo recentemente da adotada pelo Conselho de Segurança da ONU, e deploramos as campanha de boicote concebidas para deslegitimar o Estado judeu", escreveu Turnbull em uma editorial no jornal The Australian.

A resolução da ONU foi aprovada nas últimas semanas do governo do então presidente norte-americano Barack Obama, que rompeu com uma longa tradição de blindar Israel diplomaticamente e preferiu não exercer seu direito de veto.

"A Austrália vem se mostrando corajosamente disposta a perfurar a hipocrisia da ONU mais de uma vez", disse Netanyahu.

"A ONU é capaz de muitos absurdos, e acho que é importante ter países objetivos e de visão clara, como a Austrália, que muitas vezes a trazem de volta à Terra", disse ele depois de se reunir com Turnbull.

Há tempos Israel vem exercitando a política de construir assentamentos em territórios que capturou na Guerra dos Seis Dias de 1967 contra seus vizinhos árabes. Entre esses territórios estão a Cisjordânia, Gaza e Jerusalém Oriental.

A maioria dos países veem estas atividades na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental como ilegais e um obstáculo à paz, mas Israel discorda, citando uma conexão bíblica com essa área.

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Reuters