MADRI (Reuters) - O primeiro-ministro interino da Espanha, Pedro Sánchez, propôs nesta sexta-feira que dois parlamentares catalães assumam como presidentes do Parlamento, dando uma ideia precoce do papel proeminente que a região politicamente volátil deve desempenhar durante seu mandato.

A crise desencadeada quando a Catalunha declarou a independência brevemente em 2017 foi um tema central da eleição nacional do mês passado, e suas ambições separatistas estão se mostrando uma dor de cabeça política para Sánchez agora que seu Partido Socialista minoritário tenta formar um governo.

Tanto Meritxell Batet, candidata de Sánchez à presidência da Câmara baixa, quanto Manuel Cruz, seu escolhido para o Senado, pertencem à ala catalã dos socialistas. Como tais, eles defendem a preservação da união com a Espanha, mas também um diálogo aberto com o campo pró-independência da região.

Sua indicação como elos essenciais no processo legislativo nacional demonstra "comprometimento com o diálogo, com a coexistência e com a coesão entre todos os espanhóis", disse a porta-voz interina do governo, Isabel Celaa, aos repórteres.

Mas um separatista disse que se está tapando o sol com a peneira, um sinal de como o debate sobre a Catalunha é polarizador.

"Não achamos que colocar catalães nestas posições resolve. É uma operação cosmética", avaliou Sergi Cabrera, porta-voz do partido ERC no Parlamento da região.

O que seu partido quer é uma estrutura de diálogo permanente entre Madri e Barcelona para temas catalães.

Sánchez, que quer cumprir um segundo mandato, fez acenos ao longo do último ano para estabelecer um diálogo com a Catalunha e lhe dar um grau maior de autonomia, mas descartou outra votação separatista na região.

(Por Belen Carreno e Jesús Aguado)

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