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Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante reunião semanal de gabinete em Jerusalém 12/02/2017 REUTERS/Gali Tibbon/Pool

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Por Luke Baker

WASHINGTON (Reuters) - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que se prepara para seu primeiro encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, irá trabalhar com assessores nesta terça-feira para alinhar a postura israelense à norte-americana no tocante ao Oriente Médio para que "nenhuma brecha" seja ignorada.

Sua equipe liberou a maior parte da agenda para debates com o embaixador de Israel nos EUA, Ron Dermer, e outros conselheiros de alto escalão antes da reunião de quarta-feira no Salão Oval. O único evento do dia é uma reunião noturna com o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson.

"Não vai haver nenhuma omissão, nenhuma brecha", disse um assessor quando o premiê partia para Washington, a primeira vez em que um dos quatro mandatos de Netanyahu, líder de uma coalizão de direita, coincide com o de um republicano na Casa Branca.

As garantias foram dadas no momento em que Netanyahu estuda com cautela se apoia ou não a solução de dois Estados para o conflito israelo-palestino, o fundamento da diplomacia norte-americana dos EUA há duas décadas, quando conversar com Trump.

Durante a campanha presidencial, Trump se mostrou explicitamente pró-Israel em muitas ocasiões, prometendo transferir a embaixada dos EUA de Tel Aviv a Jerusalém, endossando David Friedman, um defensor dos assentamentos em terras ocupadas, como seu enviado ao Estado judeu e afirmando que não irá fazer nenhuma pressão para haver conversas com os palestinos.

Mas nas três semanas e meia que transcorreram desde sua posse, essas posições oscilaram. A transferência da embaixada está em suspenso, já que a repercussão da medida, e não apenas o potencial de distúrbios em todo o Oriente Médio, foi abordada, inclusive pelo rei Abdullah da Jordânia durante uma visita inesperada.

Quanto aos assentamentos, Trump expôs uma posição com mais nuances, dizendo que, embora não os veja como um obstáculo à paz, construir mais deles ou ampliar os já existentes para além de suas fronteiras atuais "não é bom".

E em vez de não fazer nenhuma pressão pela realização de conversas de paz, Trump disse que quer esboçar um "acordo definitivo". Em uma entrevista ao jornal Israel Hayom na semana passada, ele pediu que Israel atue "sensatamente" no processo de paz do Oriente Médio.

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Reuters