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Primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi, durante Assembleia Geral da ONU, em Nova York 30/09/2015 REUTERS/Eduardo Munoz

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Por Ahmed Rasheed e Raya Jalabi

BAGDÁ/ERBIL, Iraque (Reuters) - O primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi, exigiu nesta quarta-feira que as autoridades curdas "cancelem" o resultado do referendo de independência realizado no norte do país como condição para um diálogo que resolva a crise crescente.

Em um discurso ao Parlamento, Abadi renovou seu ultimato para que o Governo Regional do Curdistão, comandado por Masoud Barzani, ceda o controle dos aeroportos internacionais até sexta-feira ou enfrente uma proibição de voos internacionais diretos para a região curda.

O povo do norte iraquiano votou majoritariamente a favor da independência no referendo de segunda-feira, que não tem aplicação obrigatória. Qualquer ideia de separação enfrenta a oposição contundente de Bagdá e dos poderosos vizinhos Irã e Turquia. Os Estados Unidos pressionaram líderes curdos para que suspendessem a votação.

"Não teremos um diálogo sobre o resultado do referendo", afirmou Abadi no Parlamento. "Se eles quiserem iniciar conversas, devem cancelar o referendo e seu resultado."

Sua exigência foi rejeitada pelo ministro dos Transportes do Governo Regional do Curdistão, Mowlud Murad, nesta quarta-feira. Em uma coletiva de imprensa realizada na capital curda, Erbil, ele argumentou que manter o controle dos aeroportos e dos voos internacionais diretos a Erbil é necessário para a luta contra os militantes do Estado Islâmico.

Os líderes curdos dizem que o referendo foi concebido para proporcionar um mandato para negociações com Bagdá, Irã e Turquia com vistas a uma separação pacífica de sua região do Iraque.

Murad expressou a esperança de que a crise possa ser resolvida até sexta-feira, dizendo que ela prejudicará a economia do Curdistão.

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Reuters