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Primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, durante coletiva de imprensa em Tóquio 14/07/2017 REUTERS/Issei Kato

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TÓQUIO (Reuters) - O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, cujo índice de aprovação está despencando devido a um suposto escândalo de favorecimento, disse nesta segunda-feira que jamais instruiu funcionários a darem um tratamento preferencial a um amigo de longa data, acrescentando que este amigo jamais pediu favores.

Abe e seus assessores vêm negando repetidamente terem interferido para ajudar a Kake Gakuen, uma instituição de ensino cujo diretor, Kotaro Kake, é amigo do premiê, a obter aprovação para uma escola de veterinária em uma zona econômica especial.

O apoio a Abe caiu para menos de 30 por cento em algumas pesquisas de opinião, afetado pelo suposto escândalo e pela percepção de muitos eleitores de que seu governo não os está levando em consideração.

A queda está incentivando rivais e despertando dúvidas sobre as perspectivas de Abe se tornar o primeiro-ministro japonês mais longevo conquistando um terceiro mandato de três anos quando seu atual terminar, em setembro de 2018.

Abe disse, em uma sessão especial do Comitê Orçamentário da câmara baixa do Parlamento, que não é surpreendente que o público tenha dúvidas, dado que Kake é seu amigo desde que os dois estavam na escola, mas acrescentou que Kake não pediu favores "sequer uma vez".

"Não houve pedido ou lobby relativo ao estabelecimento de uma nova escola de veterinária", afirmou Abe.

Indagado se interveio no processo de aprovação, ele respondeu: "Eu jamais emiti instruções relativas a casos específicos".

Abe também prometeu reconquistar a confiança pública "produzindo resultados", dando prioridade à economia e à diplomacia.

(Por Linda Sieg e Elaine Lies)

Reuters