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Netanyahu em reunião com a premiê Theresa May em Londres. 6/2/2017. REUTERS/Peter Nicholls

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Por Michael Holden e William James

LONDRES (Reuters) - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, exortou as "nações responsáveis" a também adotarem novas sanções contra o Irã nesta segunda-feira durante uma visita a Londres, mas o Reino Unido defendeu o acordo nuclear firmado entre grandes potências e Teerã.

Antes das conversas com a primeira-ministra britânica, Theresa May, Netanyahu disse que outros países deveriam seguir a imposição de sanções ao Irã adotada pelo novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em reação a um novo teste de míssil balístico iraniano.

"O Irã quer aniquilar Israel. Quer conquistar o Oriente Médio, ameaça a Europa, ameaça o Ocidente, ameaça o mundo. E faz provocação atrás de provocação", disse Netanyahu a May antes da reunião.

"É por isso que saúdo a adoção de novas sanções contra o Irã do presidente Trump. Acho que outras nações deveriam seguir o exemplo, certamente nações responsáveis. Gostaria de falar a vocês sobre como podemos fazer com que a agressão do Irã não fique sem resposta."

A porta-voz de May disse que a líder britânica reiterou seu apoio ao pacto nuclear com os iranianos – ao qual Netanyahu e Trump se opõem com veemência –, mas disse haver necessidade de "monitorar rigorosamente" o comportamento de Teerã.

"A primeira-ministra deixou claro que apoiamos o acordo nuclear que foi acertado", afirmou a porta-voz aos repórteres quando indagada se o Reino Unido está cogitando se unir à adoção de novas sanções.

"O que acontece agora é que ele (o acordo nuclear) precisa ser devidamente aplicado, e também precisamos estar alerta para o padrão de atividade desestabilizadora do Irã na região".

Mais cedo, a representante disse que May também diria a Netanyahu que a continuação da construção de assentamentos israelenses em terras ocupadas que o Estado judeu conquistou na Guerra dos Seis Dias de 1967, nas quais os palestinos esperam criar um Estado independente, mina a confiança na região.

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Reuters