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PARIS (Reuters) - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse na quarta-feira que está disposto a se reunir com o presidente da Síria, Bashar al-Assad, segundo relato de uma importante fonte oficial israelense, o que cria a perspectiva de retomada de um processo de paz há muito paralisado.
De acordo com a fonte israelense, Netanyahu deu a declaração numa reunião em Paris com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, que corroborou a pressão norte-americana pela retomada do processo de paz do Oriente Médio.
"Sarkozy abordou a via síria, e Netanyahu respondeu que estava preparado para se encontrar com Assad em qualquer lugar, a qualquer momento, desde que não haja pré-condições", disse o funcionário, que acompanha Netanyahu em sua viagem.
Antes de chegar a Paris Netanyahu esteve em Washington, onde se reuniu com o presidente Barack Obama para discutir várias questões, inclusive sua relutância em congelar a expansão de assentamentos na Cisjordânia, como querem os EUA.
Aparentemente ecoando a posição de Netanyahu, o ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, disse num discurso em Tel Aviv na quarta-feira que Israel "não deveria zombar dos sinais de disposição para a paz que chegam recentemente de Damasco".
Assad deve chegar na quinta-feira a Paris para dois dias de reuniões, inclusive com Sarkozy. Ele já manifestou interesse em retomar as negociações com Israel, junto com medidas para acabar com o isolamento imposto pelo Ocidente à Síria.
Israel e Síria mantiveram um diálogo inconclusivo que foi abandonado em 2000. Damasco reivindica a completa desocupação das estratégicas colinas de Golã, conquistadas em 1967 por Israel e posteriormente anexadas.
A Turquia posteriormente mediou uma série de contatos entre os dois países, que não chegaram a se tornar negociações formais.
Israel acusa a Síria de ajudar a armar dois grupos militantes inimigos do Estado judeu: o Hezbollah, do Líbano, e o Hamas, na Faixa de Gaza. Os israelenses no passado condicionavam o fim dessa ajuda ao estabelecimento de um diálogo.
(Reportagem adicional de Sophie Hardach)

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Reuters