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Premiê russo insinua que país elevará gastos com defesa após novas sanções

Este conteúdo foi publicado em 17. julho 2014 - 14:03

MOSCOU (Reuters) - O primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, insinuou nesta quinta-feira que a Rússia pode aumentar os gastos em defesa como resposta às "cruéis" sanções que potências ocidentais voltaram a impor ao país por causa da crise na Ucrânia.

Ele disse que a Rússia não se curvaria diante das sanções anunciadas pelos Estados Unidos e União Europeia, mas afirmou em uma reunião de governo que tais medidas fariam com que as relações diplomáticas recuassem à situação dos anos 1980, nos últimos estágios da Guerra Fria.

"Qualquer sanção é cruel", disse Medvedev em comentários transmitidos pela TV durante a reunião. "O histórico internacional mostra que tais sanções nunca foram capazes de colocar ninguém de joelhos."

Ele disse que tais medidas "não ajudam, mas afetam nossa política orçamentária", e prometeu que o governo vai cumprir todas as suas obrigações sociais.

"Mas também vamos ter que prestar mais atenção sobre nossos gastos com defesa e segurança. Sabemos como fazer isso", disse ele.

Medvedev afirmou que as sanções não ajudariam a Ucrânia, onde separatistas pró-Rússia se rebelaram nas regiões do leste, e iriam alimentar o sentimento de rejeição aos EUA na Rússia.

"Haverá uma maior consolidação na sociedade russa (da posição) contra os países e povos que tentam restringir o nosso país e agir contra os interesses de seus cidadãos", disse ele.

"Podemos voltar aos anos 1980 em relação aos Estados que estão declarando as sanções, isso é triste", acrescentou.

(Reportagem de Katya Golubkova)

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