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Candidato presidencial francês Emmanuel Macron . 10/02/2017 REUTERS/Stephane Mahe

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PARIS (Reuters) - O candidato presidencial francês Emmanuel Macron está sendo alvo de "notícias falsas" da mídia da Rússia, e sua campanha está recebendo milhares de ataques cibernéticos, disse o chefe de seu partido nesta segunda-feira.

Richard Ferrand, secretário-geral do partido En Marche! de Macron, disse que os veículos de mídia estatais russos Russia Today e Sputnik divulgaram reportagens falsas com o objetivo de colocar a opinião pública contra Macron.

O centrista independente Macron vem crescendo na campanha, e pesquisas de opinião o apontam como favorito a vencer o segundo turno da eleição em maio.

Ferrand afirmou que Macron, sendo ferrenhamente pró-Europa, é alvo da Rússia por querer um continente forte e unido que tenha papel de destaque em questões mundiais, inclusive perante Moscou.

No início deste mês, o Sputnik publicou uma entrevista com um parlamentar conservador da França que acusa Macron, um ex-banqueiro de investimento, de ser um agente do "grande sistema bancário americano", relato que foi reproduzido a seguir pelo Russia Today.

"Dois grandes veículos de mídia pertencentes ao Estado russo, Russia Today e Sputnik, espalham notícias falsas diariamente, e depois elas são reproduzidas, citadas e influenciam o (processo) democrático", disse Ferrand.

O jornal russo Izvestia também noticiou comentários do fundador do site de vazamentos Wikileaks, Julian Assange, que disse que sua organização tem "informações interessantes" sobre Macron, que as enquetes mostram derrotando com facilidade a líder de extrema direita Marine Le Pen em 7 de maio.

Além disso, Ferrand sustentou que a campanha de Macron está sendo atingida por "centenas, senão milhares" de ataques a sistemas de computadores partindo de localidades da Rússia.

Pedindo uma ação do governo para evitar a intromissão estrangeira na campanha eleitoral, Ferrand disse: "O que queremos é que as autoridades do mais alto nível tomem o assunto em mãos para garantir que não haja interferência estrangeira em nossa democracia. Os americanos viram isso, mas era tarde demais".

(Por Marine Pennetier)

Reuters