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Presidente da China, Xi Jinping, durante evento que faz parte da comemoração do 20º aniversário da devolução de Hong Kong ao controle chinês, em Hong Kong. 30/06/2017 REUTERS/Damir Sagolj

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Por Greg Torode e Venus Wu

HONG KONG (Reuters) - O presidente da China, Xi Jinping, que visita Hong Kong para o 20º aniversário da devolução da ilha ao controle chinês, disse nesta sexta-feira que a fórmula "um país, dois sistemas" está enfrentando "novos desafios", enquanto manifestantes pró-democracia intensificaram os protestos.

A visita de Xi acontece em meio a uma escalada na tensão entre a China e a ex-colônia britânica, onde muitos estão preocupados com a interferência crescente de Pequim nos assuntos da cidade, apesar da promessa de autonomia abrangente constante no acordo dos "dois sistemas".

A luta pela democracia plena, vivamente ilustrada pelos 79 dias das manifestações de rua em 2014, é um tema existencial para a cidade de 7,3 milhões de habitantes e vem semeando desconfiança, polarizando a política e prejudicando a governança.

"Nos 20 anos desde que Hong Kong foi devolvida à pátria-mãe, o sucesso do 'um país, dois sistemas' é reconhecido por todo o mundo", disse Xi em um discurso.

"É claro, durante a implementação nos deparamos com algumas situações novas, questões novas e desafios novos. Quanto a estas questões, elas precisam ser vistas corretamente e analisadas racionalmente... as questões não são assustadoras. O segredo é pensar em maneiras de resolver estas questões".

Sem entrar em detalhes, Xi disse que elas precisam ser corrigidas e não tratadas com uma "atitude emocional".

Mais cedo o líder chinês passou em revista mais de 3 mil soldados do Exército de Libertação Popular no segundo dia de sua primeira visita como presidente ao polo financeiro antes do aniversário de sábado. O Exército disse ter se tratado do maior desfile militar na cidade desde a transferência de 1997.

Alguns analistas disseram que a demonstração de força foi uma reação aos clamores crescentes de alguns ativistas radicais que querem mais autodeterminação, ou mesmo a independência da China, uma linha vermelha para os líderes do Partido Comunista em Pequim.

Reuters