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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e presidente da China, Xi Jinping, após encontro bilateral na Flórida. REUTERS/Carlos Barria

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Por Michael Martina e David Shepardson

PEQUIM (Reuters) - O presidente da China, Xi Jinping, pediu uma resolução pacífica para a tensão crescente na península coreana em uma conversa telefônica com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quarta-feira, enquanto um grupo de ataque norte-americano liderado por um porta-aviões ruma para a região.

A conversa de Trump e Xi, ocorrida só cinco dias depois de ambos se encontrarem nos EUA, aconteceu no momento em que um jornal estatal chinês influente alertou que a península coreana nunca esteve tão perto de um "confronto militar" desde que a Coreia do Norte realizou seu primeiro teste nuclear em 2006.

A tensão aumentou consideravelmente devido aos temores de que a reclusa Coreia do Norte possa realizar um sexto teste nuclear em breve, ou lançar mais mísseis, e à ameaça de ação unilateral de Trump para solucionar o problema.

Trump ordenou que o porta-aviões USS Carl Vinson siga para a península na tentativa de refrear as ambições nucleares e de mísseis de longo alcance de Pyongyang, que o regime desenvolve em desafio a resoluções e sanções da Organização das Nações Unidas (ONU).

Trump pressionou Xi a fazer mais para conter o programa nuclear norte-coreano quando ambos tiveram seu primeiro encontro pessoal na Flórida na semana passada.

Na terça-feira ele escreveu no Twitter que a Coreia do Norte está "procurando confusão" e que os EUA irão "resolver o problema" com ou sem ajuda da China.

Na ligação, Xi ressaltou que a China "está comprometida com a meta da desnuclearização da península, em salvaguardar a paz e a estabilidade da península e defende a resolução de problemas por meios pacíficos", disse a emissora estatal chinesa CCTV.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lu Kang, que disse que Trump tomou a iniciativa do telefonema, exortou todos a reduzirem a tensão.

"Esperamos que as partes relevantes não adotem ações irresponsáveis. Nas circunstâncias atuais, isso é muito perigoso", disse Lu aos repórteres durante um boletim regular à imprensa.

Na terça-feira a mídia estatal norte-coreana alertou para um ataque nuclear contra os EUA diante de qualquer sinal de uma agressão norte-americana.

Autoridades de Pyongyang, incluindo o líder Kim Jong Un, insinuaram que um teste de míssil balístico intercontinental ou algo semelhante pode estar a caminho.

(Reportagem adicional de Ju-min Park em SeuL, Nobuhiro Kubo, Tim Kelly em Tóquio e Christian Shepherd e Philip Wen em Pequim)

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