Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, durante entrevista à imprensa no Palácio de Nariño, em Bogotá. 16/6/2014 REUTERS/John Vizcaino (COLOMBIA - Tags: POLITICS ELECTIONS PROFILE)

(reuters_tickers)

BOGOTÁ (Reuters) - O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, instalou no domingo o novo Congresso e pediu aos legisladores que apoiem os esforços para conseguir um acordo de paz com a guerrilha de esquerda do país, ao mesmo tempo que seu governo busca por um fim ao conflito interno mais longo do hemisfério.

Santos venceu a reeleição no mês passado e comandará o país por mais quatro anos, com a promessa de terminar cinco décadas de confrontos com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e com o Exército da Libertação Nacional (ELN), em um conflito que deixou mais de 200 mil mortos e milhões de pessoas deslocadas.

“Este será, sem dúvida, o Congresso da Paz”, disse Santos, ao abrir as sessões do Congresso, cujos integrantes foram eleitos nas eleições legislativas de março.

“O novo Congresso, esperamos, terá em suas mãos uma enorme responsabilidade de apoiar a implementação dos acordos e de legislar para uma nova nação: a nação do pós-conflito”, acrescentou o mandatário, um economista de centro-direita, de 62 anos.

A expectativa, no entanto, é que Santos enfrente uma forte oposição no Congresso do ex-presidente Álvaro Uribe, que foi eleito senador e é líder do partido de direita Centro Democrático.

Esse partido ganhou 20 por cento dos assentos do Senado e cerca de 10 por cento da Câmara dos Deputados, nas eleições legislativas.

Uribe é um crítico das negociações de paz, as quais assegura que abrirão um caminho para a impunidade dos líderes guerrilheiros, e que são uma traição às vítimas da guerra.

As conversas de paz, realizadas em Cuba há quase 20 meses, produziram até agora acordos parciais sobre três questões: acesso à terra dos camponeses pobres, garantias para a oposição política, que busca que a guerrilha seja convertida em um partido; e o tema do narcotráfico.

Os negociadores das duas partes em Havana começaram a discutir recentemente sobre as compensações e a justiça para as vítimas do conflito.

Mas, quando for alcançado um acordo definitivo sobre as conversas em Cuba, o Congresso colombiano deverá aprovar a lei estatutária que desenvolva o marco jurídico para a implementação do pacto.

Os membros do Congresso foram juramentados durante uma cerimônia do Capitólio Nacional, no centro histórico de Bogotá.

A coalizão do governo de Santos tem a maioria dos 102 assentos do Senado, e dos 116 na Câmara dos Deputados.

Por sua vez, as Farc e a ELN emitiram um chamado para que o Congresso legisle a favor de tal processo de paz.

“A reconciliação está batendo hoje às portas da Colômbia e exige mudanças estruturais que vão enfraquecendo, progressivamente, o mais longo conflito armado da nossa América”, disse a nota.

(Por Nelson Bocanegra e Luis Jaime Acosta)

Reuters