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Presidente sírio, Bashar al-Assad . 08/12/2016. SANA/Handout via REUTERS

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BEIRUTE (Reuters) - O presidente sírio, Bashar al-Assad, disse acreditar que conversas de paz no Cazaquistão levarão a acordos locais de “reconciliação” com rebeldes, um sinal de sua confiança em um processo lançado por seus aliados russos após a derrota da oposição em Aleppo. 

Assad disse a uma emissora de TV japonesa esperar que a conferência seja uma plataforma para discutir “tudo”, mas acrescentou que ainda é incerto se haverá diálogo político “porque não está claro quem irá participar”.

A Rússia estabeleceu um novo processo diplomático após sua Força Aérea ter ajudado o governo sírio e milícias apoiadas pelo Irã derrotar rebeldes na cidade de Aleppo, leste do país, no mês passado. Foi a maior derrota da oposição na guerra.

Rebeldes que participarão das conversas dizem que discutirão apenas questões humanitárias e um cessar-fogo patrocinado pela Turquia e pela Rússia no mês passado --o qual, segundo os rebeldes, tem sido violado pelo governo e seus aliados. 

Acordos de reconciliação local são o método preferido do governo para pacificar áreas rebeldes. Eles resultariam na efetiva rendição dos rebeldes em uma certa área, tipicamente após anos de cerco e bombardeiro por forças do governo. 

Assad disse que grupos rebeldes deixariam suas armas e receberiam perdão do governo sob tais acordos. 

“Até agora, acreditamos que (a reunião em) Astana será sobre conversas com grupos terroristas a respeito de um cessar-fogo” que facilitará acordos de reconciliação, disse Assad, segundo trechos da entrevista publicados no Twitter pela presidência. 

Ele disse que a prioridade da conferência seria “alcançar um cessar-fogo para proteger vidas, e para permitir que ajuda humanitária alcance diferentes áreas da Síria.”

A Rússia, aliada mais poderosa de Assad, tem promovido as conversas em Astana com ajuda do Irã e da Turquia, que apoiam a oposição, mas mudaram de prioridade para combater grupos curdos e o Estado Islâmico. 

Diversos grupos rebeldes apoiados pela Turquia, lutando sob a bandeira do Exército Livre da Síria, concordaram em participar. 

O Ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse nesta quinta-feira que os Estados Unidos foram convidados a participar das negociações em Astana. O Irã tem dito se opor a qualquer presença norte-americana. 

(Por Tom Perry em Beirut e Mohamed el Sherif no Cairo)

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