Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, discursa durante sessão da Assembleia Nacional Constituinte em Caracas 10/08/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino

(reuters_tickers)

CARACAS (Reuters) - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta quinta-feira que está subordinado aos "poderes" da Assembleia Nacional Constituinte, órgão criticado por vários governos da América e da Europa como antidemocrático.

Maduro não esclareceu o alcance de sua alegação, que opositores e analistas veem como simbólica e uma estratégia para acabar com os rumores de que a constituinte dará poderes absolutos ao presidente socialista para governar sem controle do Parlamento, dominado por seus adversários.

"Hoje temos a Assembleia Nacional Constituinte e venho a reconhecer os seus poderes plenipotenciários, soberanos, originários e magnos", disse Maduro no salão onde se encontra o órgão formado por 545 pessoas.

"Como chefe de Estado me subordino aos poderes dessa Assembleia Constituinte", acrescentou.

O restante dos poderes não declarou publicamente sua subordinação à Assembleia Constituinte que, dias atrás, destituiu a procuradora-geral, Luisa Ortega.

Mais cedo, a presidente da Assembleia Constituinte, a ex-ministra das Relações Exteriores Delcy Rodríguez, disse que o órgão que vai reescrever a Constituição terá o poder de dissolver o resto dos poderes públicos e seus funcionários durante o período de até dois anos de vigência.

Ministros das Relações Exteriores de vários países latino-americanos reunidos em Lima na terça-feira condenaram a "ruptura democrática" na nação rica em petróleo após a instalação da Assembleia Constituinte.

(Por Diego Oré; com reportagem adicional de Andreína Aponte)

Reuters