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O recém-eleito presidente de Israel, Reuven Rivlin, discursa durante cerimônia de sua posse no Knesset, Parlamento de Israel, em Jerusalém, Israel, em 24 de julho. 24/07/2014 REUTERS/Ronen Zvulun

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SÃO PAULO (Reuters) - O recém-eleito presidente de Israel, Reuven Rivlin, pediu desculpas à presidente Dilma Rousseff nesta segunda-feira depois que o porta-voz da chancelaria israelense criticou o Brasil por ter condenado a sua campanha militar na Faixa de Gaza, informou o Palácio do Planalto.

O porta-voz chamou o Brasil de "anão diplomático" e de ignorar o direito de Israel de se defender, após o Itamaraty considerar "inaceitável" a escalada da violência em Gaza, condenar "energicamente o uso desproporcional da força por Israel" e anunciar a convocação do seu embaixador em Tel Aviv para consultas.

Israel lançou sua ofensiva militar em 8 de julho após um aumento dos disparos de foguetes feitos pelo Hamas, o grupo islâmico que controla a Faixa de Gaza.

De acordo com o Planalto, Rivlin disse que Israel estava se defendendo dos ataques com mísseis e esclareceu que as expressões usadas pelo funcionário não correspondem aos sentimentos da população de Israel em relação ao Brasil.

Dilma condenou os ataques de militantes palestinos contra Israel, mas voltou a manifestar a contrariedade do governo brasileiro ao uso desproporcional da força na Faixa de Gaza em uma incursão militar que matou quase 2 mil pessoas.

Segundo a nota, Dilma "enfatizou que a crise atual não poderá servir de pretexto para qualquer manifestação de caráter racista, seja em relação aos israelenses, seja em relação aos palestinos".

O governo brasileiro reiterou a sua posição histórica de defesa da "coexistência entre Israel e Palestina, como dois Estados soberanos, viáveis economicamente e, sobretudo, seguros".

(Por Bruno Marfinati)

Reuters