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Equipes médicas extraem amostra de sangue de um paciente suspeito de estar infectado com o vírus Ebola, no hospital estatal em Kenema, Serra Leoa. 10/07/2014. REUTERS/Tommy Trenchard

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Por Umaru Fofana

FREETOWN (Reuters) - Serra Leoa declarou estado de emergência pública para poder enfrentar o seu pior surto de Ebola e vai convocar a polícia e o Exército para garantir a imposição de quarentena em áreas que são o epicentro do vírus letal, anunciou o presidente Ernest Bai Koroma, em um pronunciamento ao país.

As medidas se assemelham a um duro pacote anti-Ebola divulgado pela vizinha Libéria na noite de quarta-feira. Koroma anunciou que cancelou uma visita a Washington para uma cúpula Estados Unidos-África na semana que vem por causa da crise e, em vez disso, irá participar de uma reunião de emergência com líderes regionais na Guiné na sexta-feira.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, o surto de Ebola, doença altamente infecciosa, já causou a morte de 672 pessoas na Libéria, Guiné e Serra leoa, países do oeste da África.

"Proclamo estado de emergência pública para que possamos ter uma abordagem mais robusta para lidar com o surto de Ebola", disse ele em um discurso na noite de quarta-feira, acrescentando que as medidas inicialmente vão durar de 60 a 90 dias. "Todos os epicentros da doença serão colocados em quarentena."

Koroma disse que a polícia e os militares vão restringir os movimentos de e para os epicentros, e darão apoio aos agentes de saúde e ONGs para que possam atuar sem obstáculos, já que houve uma onda de ataques contra trabalhadores da área de saúde por parte de comunidades locais.

Ele anunciou ainda que seriam adotadas buscas de casa em casa para rastrear vítimas do Ebola e impor a quarentena nessas áreas. Além disso, o presidente informou que novos protocolos foram estabelecidos para os passageiros que chegam e partem do Aeroporto Internacional Lungi, nos arredores da capital, Freetown, mas não deu detalhes sobre essas medidas.

((Reportagem de Umaru Fofana; Reportagem de Daniel Flynn)

Reuters