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Presidente chilena Michelle Bachelet pede perdão a povo inídigena mapuche em cerimônia no palácio presidencial 23/06/2017 Divulgação

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SANTIAGO (Reuters) - A presidente do Chile, Michelle Bachelet pediu perdão ao povo indígena chileno mapuche nesta sexta-feira por “erros e horrores” cometidos pelo Estado e anunciou planos para lhes dar mais poder e recursos.

Em meio à crescente tensão entre os mapuches e madeireiros e fazendeiros em províncias do centro-sul do Chile, a presidente de centro-esquerda disse que irá enviar um projeto ao Congresso criando um Ministério dos Povos Indígenas.

Dinheiro será dedicado à construção de estradas e fornecimento de água potável para áreas remotas, assim como a criação de programas para transferir mais rapidamente terras que o povo indígena reivindica como lar ancestral, disse a presidente.

“Fracassamos como um país”, disse Bachelet no palácio presidencial La Moneda, em Santiago.

“Quero, solene e humildemente, pedir perdão ao povo mapuche pelos erros e horrores cometidos ou tolerados pelo Estado em nossa relação com ele e suas comunidades.”

Cerca de 600 mil mapuches vivem no Chile, muitos nas províncias montanhosas e cheia de florestas de Araucania e Biobio, a cerca de 640 quilômetros ao sul de Santiago.

Desde que o Exército do Chile invadiu o território dos mapuches em uma campanha brutal no final de 1800, as relações entre o povo mapuche e o Estado e assentados de descendência europeia têm sido turbulentas.

Os mapuches acusam o Estado e companhias privadas de tomarem sua terra ancestral, drenando seus recursos naturais e usando violência indevida contra o povo. As comunidades mapuches estão entre as mais pobres do Chile.

(Reportagem de Antonio de la Jara)

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