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Por Francesco Guarascio e Alastair Macdonald

BRUXELAS (Reuters) - O chefe do Executivo da União Europeia, Jean-Claude Juncker, apresentou nesta quarta-feira opções para reformar o bloco para aumentar a unidade e o apoio popular depois da decisão britânica de deixar a UE.

Cinco cenários em um "livro branco" que o presidente da Comissão Europeia entregou ao Parlamento Europeu variam de uma pequena mudança de redução gradual com vistas a um simples policiamento de mercado comum até um salto maior em direção a um soberania comum dos Estados.

Juncker minimizou um papel mais reduzido para a UE, afirmando que o bloco deve ter ambições maiores e construir sobre a base de 60 anos de promoção da paz e prosperidade.

Ele defendeu um cenário sob o qual alguns Estados se integrarão mais rapidamente --uma possibilidade que alguns governos, especialmente na área leste mais pobre, temem poder aprofundar divisões em seu desfavor.

Mas no geral ele rejeitou as críticas de alguns parlamentares da UE de que o órgão executivo do bloco está fracassando em seu papel de liderança no bloco ao não delinear sequer um conjunto de recomendações.

De um ponto de vista mais amplo, o ex-premiê de Luxemburgo disse que são os governos e Parlamentos de cada país que têm de trabalhar nas decisões para reformar a UE, que como vista na votação da saída britânica, enfrenta desafios crescentes de nacionalistas eurocéticos.

"O futuro da Europa não pode ser refém de eleições, partidos políticos ou gritos de triunfo destinados a audiências locais", disse Juncker, repetindo uma queixa familiar de que líderes dos países tem tentado esconder sua própria responsabilidade por políticas impopulares e fracassos, colocando-as na conta de Bruxelas.

Juncker citou a cooperação na zona do euro em segurança, Forças Armadas e padrões sociais como temas onde os europeus podem cooperar mais, sem dar mais detalhes.

Muitos concordam que a zona do euro precisa de uma integração econômica mais profunda, mas esse objetivo é prejudicado pelas divergências sobre como alcançá-lo, notadamente entre potências como Alemanha e França, que terão eleições nacionais neste ano.

Reuters