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Presidente peruano, Pedro Pablo Kuczynski. 03/11/2016 REUTERS/Guadalupe Pardo

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LIMA (Reuters) - O presidente peruano, Pedro Pablo Kuczynski, disse no domingo que o ex-presidente Alejandro Toledo, acusado de receber milhões de dólares em propinas pagas pela empreiteira Odebrecht, traiu o país e deve voltar ao Peru para enfrentar a Justiça.

Procuradores estão preparando um mandado de prisão para Toledo depois de descobrirem indícios que o implicam em subornos de 20 milhões de dólares que a Odebrecht admitiu ter pago para obter um contrato durante seu governo, entre 2001 e 2006.

De acordo com uma fonte da Procuradoria-Geral peruana, as autoridades rastrearam 11 milhões de dólares que foram supostamente transferidos para um associado de Toledo, levando investigadores a fazerem uma busca na residência do ex-mandatário em Lima no sábado. 

Toledo, que negou ter recebido qualquer propina, estava na França na ocasião, embora seu paradeiro atual seja desconhecido.

"Muito chateado com essa notícia sobre o ex-presidente Toledo. É uma traição ao povo peruano, e é uma traição a seus colegas que trabalharam tão duro", disse Kuczynski em comentários à W Radio, da Colômbia, que foram distribuídos por seu gabinete.

"Isto é muito lamentável. Ele precisa se endireitar e voltar ao Peru e responder o que os investigadores irão lhe perguntar".

Kuczynski, que foi ministro das Finanças e primeiro-ministro de Toledo, também reiterou declarações anteriores de que não estava envolvido nas negociações entre a Odebrecht e Toledo que estão sendo investigadas.

O atual presidente é alvo de um inquérito separado a respeito de uma lei que chancelou em 2006 que retirou obstáculos legais de contratos de rodovias concedidos à Odebrecht e a outras empresas. Ele nega qualquer irregularidade.

Além do Peru, a Odebrecht reconheceu ter distribuído centenas de milhões de dólares em propinas para conseguir contratos de obras públicas por toda a América Latina, desencadeando investigações da Argentina ao Panamá, em decorrência da operação Lava Jato deflagrada no Brasil.

(Por Teresa Cespedes)

Reuters