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Presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, posa com novos ministros, após cerimônia em Lima 17/09/2017 REUTERS/Guadalupe Pardo

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Por Marco Aquino e Teresa Cespedes

LIMA (Reuters) - O presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, transformou sua vice, Mercedes Aráoz, em primeira-ministra, em uma reformulação ministerial que recebeu elogios da oposição, um sinal de que o governo provavelmente evitará um novo impasse com o Congresso.

Kuczynski também empossou a vice-ministra da Economia, Claudia Cooper, como sua nova titular da pasta e substituiu seus ministros da Justiça, Educação, Saúde e Habitação.

O novo gabinete, socialmente mais conservador, levou apoiadores de centro e de esquerda de Kuczynski a acusá-lo de ceder ao partido de direita Força Popular, que tem maioria absoluta no Congresso.

Mas parlamentares opositores acolheram a mudança.

"Desejo sucesso a Meche (Mercedes Araoz) e ao novo gabinete", disse Luis Galarreta, parlamentar do Força Popular e líder do Congresso, no Twitter. "O país precisa de mudança e o governo precisa de uma chance de se corrigir".

Kuczynski foi obrigado a montar um novo gabinete depois de receber um voto de desconfiança do Congresso à composição ministerial anterior na sexta-feira, na esteira de uma disputa relativa a uma greve de professores e à política educacional de seu governo, que enfatiza a igualdade de gênero no currículo escolar.

O Congresso forçou a saída do ministro da Educação no final do ano passado e se preparava para afastar sua sucessora na semana passada.

O novo ocupante da pasta, Idel Vexler, criticou anteriormente as reformas na educação que Kuczynski prometeu defender em uma mensagem à nação transmitida na sexta-feira.

Kuczynski, ex-banqueiro de Wall Street de 78 anos de idade, tomou posse no ano passado prometendo modernizar o Peru. Ele compartilha em grande parte a ideologia econômica de livre mercado do Força Popular, mas é socialmente mais liberal.

O novo ministro da Habitação, Carlos Bruce, é o primeiro membro do gabinete peruano abertamente gay.

Entre 2006 e 2011 Aráoz foi ministra da Economia no governo de direita do presidente Alan García, cujo partido costuma trabalhar de perto com o Força Popular. Vexler também trabalhou no governo de García.

"Temos que trabalhar com eles para continuar progredindo no desenvolvimento do país", disse Aráoz em comentários televisionados depois de assumir.

O índice de aprovação de Kuczynski caiu 7 pontos e atingiu o novo recorde negativo de 22 por cento na última pesquisa mensal da consultoria Ipsos, realizada entre 13 e 15 de setembro e divulgada no domingo no diário El Comercio.

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Reuters