Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

MATOBO, ZIMBÁBUE (Reuters) - O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, disse neste sábado que não vai impor seu sucessor e que se o partido governista ZANU-PF sentisse que ele deveria se aposentar, deveria abrir um congresso extraordinário para escolher um novo líder.  

O líder mais velho do mundo, que fez 93 anos esta semana, manteve um controle severo sobre o poder no Zimbábue desde a independência do Reino unido em 1980. Ele deve concorrer à reeleição no ano que vem e diz que o ZANU-PF não tem candidatos viáveis.

Mugabe reuniu milhares de apoiadores para celebrar seu aniversário em uma escola em Matobo, perto da segunda maior cidade do país, Bulawayo.

"Alguns estão dizendo 'presidente, escolha um sucessor antes de se aposentar'. Isso não é imposição? Eu impor alguém ao partido? Não, eu não quero isso", disse Mugabe.

"Isto é uma questão para que o congresso escolha. Nós podemos ter um congresso extraordinário se o presidente se aposentar, mas vocês dizem que eu devo ser seu candidato na próxima eleição".

Críticos dizem que as políticas de Mugabe, como o confisco de fazendas de brancos para concedê-las aos negros, e sua diretriz de empoderamento econômico dos negros arruinaram o país, que já foi promissor.

Mugabe, que é um pária para o Ocidente, disse que concordava com a abordagem de "América para os americanos", do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e criticou ou cidadãos de seu país que procuram emprego nos EUA.

Mugabe atribuiu sua longevidade ao que disse ser uma missão divina de "satisfazer as necessidades e exigências" do povo do Zimbábue. "Eu agradeço ao Senhor e digo que aceito a missão, meu Senhor", disse Mugabe.

(Por MacDonald Dzirutwe) 

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

Reuters