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GAZA/JERUSALÉM, 23 Ago (Reuters) - O presidente palestino, Mahmoud Abbas, pediu uma retomada urgente das negociações de paz no sábado, enquanto a violência continuou inabalável na Faixa de Gaza, com Israel realizando ataques aéreos e militantes disparando foguetes.

As autoridades de saúde de Gaza disseram que cinco pessoas, incluindo duas crianças, foram mortas em um ataque israelense numa casa no centro de Gaza. Mais três palestinos foram mortos em outros ataques.

O exército israelense disse que bombardeou cerca de 20 alvos em toda a faixa dominada pelo Hamas, incluindo lançadores de foguetes e esconderijos de armas. Eles disseram que os militantes de Gaza haviam disparado mais de 20 foguetes contra Israel e não houve vítimas israelenses relatadas.

Negociações indiretas entre as partes, mediadas pelo Egito, entraram em colapso na terça-feira depois que foguetes foram disparados de Gaza durante o cessar-fogo e Israel respondeu com ataques aéreos.

O exército israelense disse que militantes palestinos haviam disparado cerca de 500 foguetes contra Israel desde que as conversações fracassaram e as autoridades de saúde de Gaza disseram que 65 palestinos foram mortos em ataques aéreos israelenses desde então.

Abbas pediu neste sábado para ambas as partes retornarem às negociações que visam acabar com o conflito de seis semanas e selarem um acordo que abriria o caminho para a ajuda à reconstrução no território de Gaza de 1,8 milhão de pessoas onde milhares de lares foram destruídos.

"Meu objetivo principal é para que as negociações de trégua sejam retomadas no Egito o mais rápido possível para evitar mais vítimas", disse ele em entrevista coletiva após reunião com o presidente egípcio Abdel Fattah al-Sisi.

A violência de sábado aconteceu um dia depois que um menino israelense de quatro anos de idade foi morto por um ataque de morteiro a partir de Gaza, levando o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a ameaçar a aumentar a luta contra o Hamas, prometendo que o grupo iria "pagar um preço alto".

(Por Nidal al-Mughrabi e Maayan Lubell)

Reuters