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ASSUNÇÃO (Reuters) - O presidente paraguaio, Fernando Lugo, demitiu os três principais comandantes militares do país na quarta-feira, um dia depois de negar rumores de um possível golpe em meio às crescentes críticas ao seu governo.
Lugo demitiu os comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica, informou comunicado da assessoria de imprensa da Força Aérea do país. É a terceira reformulação feita por Lugo na cúpula das Forças Armadas desde que ele assumiu o poder há um ano e meio. O presidente não fez comentários sobre a decisão.
Ex-bispo da Igreja Católica, Lugo conquistou a Presidência no ano passado, pondo fim a mais de 60 anos de governo do conservador Partido Colorado.
A coalizão comandada por Lugo tem batalhado para promover uma agenda de reformas e enfrenta dura oposição de parlamentares do Colorado, que controlam o Congresso.
Líderes da oposição têm elevado as críticas a Lugo nos últimos dias. Eles o acusam de não conseguir reduzir o crime e pedem investigações sobre supostas vendas impróprias de terras, envolvendo um assessor presidencial.
Na terça-feira, Lugo negou a ameaça de um golpe militar em comentários a jornalistas, mas alertou sobre "um pequeno grupo de oficiais militares" que ele disse que estariam se aliando a seus inimigos políticos.
Segundo informações da imprensa paraguaia, a reformulação militar vem após Lugo supostamente ser informado que alguns oficiais de alta patente se reuniram com parlamentares da oposição durante o fim de semana.
Um dos países mais pobres da América do Sul, o Paraguai tem sofrido com períodos esporádicos de instabilidade política e várias tentativas de golpe desde a restauração da democracia em 1989, após 35 anos de ditadura militar comandada pelo general Alberto Stroessner.
(Reportagem de Daniela Desantis)

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Reuters