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Presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, durante conferência em Istambul 25/09/2017 REUTERS/Murad Sezer

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ANCARA (Reuters) - O presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, insinuou nesta quinta-feira que seu país poderia libertar um pastor norte-americano detido se os Estados Unidos entregassem um clérigo muçulmano que mora no Estado da Pensilvânia e que Ancara culpa por um golpe militar fracassado do ano passado.

A Turquia quer a extradição de Fethullah Gulen, ex-aliado de Erdogan a cujos apoiadores se atribui a tentativa de depor o governo do presidente em julho de 2016. Gulen nega qualquer papel no golpe malfadado, no qual 250 pessoas morreram.

Milhares de pessoas foram detidas na repressão desencadeada após a tentativa de golpe, incluindo o missionário cristão norte-americano Andrew Brunson, responsável por uma pequena igreja em Izmir, no litoral oeste turco.

Brunson está detido desde outubro. A mídia turca diz que as acusações que lhe foram imputadas incluem a de filiação à rede de Gulen, que o governo considera uma organização terrorista. Os EUA dizem que Brunson foi preso por equívoco e vem pedindo sua libertação.

Em um discurso feito a policiais no palácio presidencial de Ancara, Erdogan pareceu ligar os destinos dos dois homens.

"'Devolvam-nos o pastor', dizem eles. Vocês também têm um pastor. Entreguem-no (Gulen) a nós", disse Erdogan. "Depois o julgaremos (Brunson) e daremos a vocês", afirmou.       

"O (pastor) que temos está em julgamento. O seu não –está morando na Pensilvânia. Vocês podem entregá-lo facilmente. Vocês podem entregá-lo já."

         (Por Ezgi Erkoyun e Daren Butler)

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Reuters