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Por Philip Wen

PEQUIM (Reuters) - A China apoiará a Interpol, fortalecendo o perfil e a liderança da agência de cooperação de policiamento global, disse o presidente da China, Xi Jinping, nesta terça-feira, na abertura da assembleia geral da Interpol em Pequim, noticiou a mídia estatal.

No ano passado a agência elegeu uma autoridade chinesa de alto escalão, o vice-ministro da Segurança Pública, Meng Hongwei, como seu presidente, levando grupos de direitos humanos a questionarem se Pequim pode tentar usar a posição para perseguir dissidentes no exterior.

Xi disse que a estabilidade da China é uma contribuição ao mundo, tanto quanto seu desenvolvimento econômico, e que o país apoia firmemente a luta internacional contra o terrorismo.

"A China louva intensamente os esforços da Interpol para proteger a segurança e a estabilidade mundiais, e continuará a apoiar a Interpol para esta desempenhar um papel ainda mais importante na governança global de segurança", disse Xi, segundo a agência de notícias oficial Xinhua.

Pequim passou muitos anos tentando cortejar a ajuda de países estrangeiros para que estes prendessem e deportassem para a China suspeitos procurados por crimes como corrupção e terrorismo.

Tais pedidos encontraram resistência, especialmente de países ocidentais onde surgiram dúvidas sobre a adequação dos indícios oferecidos pelos chineses a critérios aceitáveis em seus tribunais. Também surgiram temores de que os suspeitos possam sofrer maus tratos e não ter um julgamento justo na China e de que as alegações possam ter motivação política.

Na cooperação de aplicação da lei extrafronteiras, disse Xi, as leis de cada nação devem ser respeitadas igualmente, sem "dois pesos e duas medidas".

O ministro da Segurança Pública chinês, Guo Shengkun, disse à assembleia que seu país espera utilizar a cooperação policial internacional para fortalecer sua defesa contra a ameaça de militantes que retornam do exterior para se unirem a grupos como o Movimento Islâmico do Turquistão Oriental.

Grupos de direitos humanos criticam a China por empregar mal o sistema de "alerta vermelho" da Interpol, visando uigures exilados de Xinjiang que acusa de terrorismo.

O secretário-geral da Interpol, Juergen Stock, disse que a organização "reforçou significativamente" a análise de pedidos de alertas vermelhos de todos os 190 países-membros e que no ano passado "99 por cento" obedeceram aos regulamentos internos da Interpol.

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