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Por Doina Chiacu

WASHINGTON, 13 Jul (Reuters) - O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, rejeitou apelos internacionais por um cessar-fogo ao defender a ofensiva de seu país em Gaza, durante aparições na televisão norte-americana no domingo.

Netanyahu pediu simpatia por israelenses sob o cerco de foguetes de militantes, em entrevista ao programa "Face the Nation" do canal de televisão dos Estados Unidos CBS.

"Quando começamos esta entrevista estávamos sob alerta de bomba e enquanto os minutos passavam, agora nos dizem que as pessoas podem sair para o ar livre novamente", disse ele.

"Este é o tipo de realidade que estamos vivendo. E nós vamos fazer o que for necessário para colocar um fim nisso", disse ele, referindo-se à escalada de violência entre Israel e o Hamas, o movimento islâmico que governa Gaza.

Netanyahu pediu aos americanos que imaginassem que as cidades norte-americanas da Costa Leste ao Colorado, ou 80 por cento da população, estivessem sob ameaça de ataque de foguetes, com apenas 60 a 90 segundos para chegar a um abrigo anti-bomba. "Isso é o que estamos experimentando agora, enquanto falamos", disse ele.

Aparições de Netanyahu na televisão ocorreram enquanto milhares de palestinos fugiam de suas casas em uma cidade de Gaza depois que Israel advertiu-os a sair antes de ataques em sites de lançamento de foguetes.

Domingo marcou o sexto dia de uma ofensiva que autoridades palestinas disseram que já matou pelo menos 160 pessoas.

Netanyahu se recusou a discutir um cessar-fogo ou dar um prazo para a operação de Israel em Gaza.

Perguntado se uma invasão terrestre era iminente, ele disse que Israel usaria todos os meios necessários para cumprir seu objetivo de degradar a capacidade de lançamento de foguetes do Hamas para restabelecer a segurança para os civis israelenses.

"Não importa se estamos no começo do fim ou no fim do começo, eu não vou te dizer isso agora - porque estamos diante de um inimigo terrorista muito, muito brutal", disse ele no programa "Fox News Sunday".

Netanyahu disse que tinha falado com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e com e outros líderes mundiais, que compreenderam a necessidade de Israel de se defender.

"Nós vamos fazer o que for necessário", disse ele. "O que qualquer país faria: o que os Estados Unidos iriam fazer, o que a Grã-Bretanha iria fazer, o que a França iria fazer, e muitos, muitos outros países."

Reuters