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TÓQUIO (Reuters) - O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, está considerando convocar eleições antecipadas que poderiam ser realizadas já no próximo mês para tirar proveito da melhora em seus índices de aprovação e da desordem no principal partido da oposição, disseram fontes do governo e do partido governista neste domingo.

As taxas de aprovação de Abe voltaram a 50 por cento em algumas pesquisas, ajudadas por temores públicos sobre o míssil e testes nucleares da Coreia do Norte e pelo caos no opositor Partido Democrata, que tem lutado com deserções e índices de apoio de um único dígito.

Abe disse a membros de seu Partido Liberal Democrata e de seu parceiro júnior de coalizão, o partido Komeito, que ele poderia dissolver a câmara baixa do Parlamento para uma votação antecipada depois que a Casa se reunir para uma sessão extra a partir de 28 de setembro, disseram as fontes.  

Importantes membros do partido de Abe e do Komeito se reunirão na segunda-feira para discutir os preparativos, acrescentaram.

"Até agora, parecia que a eleição seria no próximo outono, mas ... devemos estar sempre prontos para a batalha", teria dito o chefe do partido Komeito, Natsuo Yamaguchi, a repórteres no sábado, durante uma visita à Rússia, segundo a imprensa japonesa.

Uma opção é realizar uma eleição rápida no dia 22 de outubro, quando três eleições parciais estão agendadas, disseram as fontes. Outras possibilidades são mais tarde, ainda em outubro, ou após uma visita prevista do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no início de novembro.

Abe provavelmente tomará uma decisão após voltar de uma viagem aos EUA entre 18 e 22 de setembro, disseram as fontes.

As avaliações da Abe caíram para menos de 30 por cento em algumas pesquisas em julho, atingidas por suspeitas de escândalos de favorecimento de amigos e uma percepção de que ele teria se tornado arrogante depois de mais de quatro anos no cargo.

Sua popularidade se recuperou um pouco após uma reforma do gabinete no início de agosto e, desde então, tem sido ajudada por preocupações acerca da volátil Coreia do Norte, que na sexta-feira disparou um míssil balístico sobre o Japão, em seu segundo movimento em menos de um mês.

Dado que não há necessidade de uma eleição geral até o final de 2018, uma votação antecipada poderia suscitar críticas a Abe por criar um vácuo político em um momento de crescentes tensões sobre a segurança regional.

No entanto, uma votação antecipada não apenas tiraria vantagem das desavenças do Partido Democrático, mas poderia também reduzir o desafio representado por um partido embrionário que aliados da popular governadora de Tóquio, Yuriko Koike, estão tentando formar.

(Por Takaya Yamaguchi e Linda Sieg)

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Reuters