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Um homem identificado como Nikos Maziotis, membro de uma guerrilha, é detido após tiroteio em Atenas, na Grécia, nesta quarta-feira. 16/07/2014 REUTERS/Tatiana Bolari/Eurokinissi

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Por Renee Maltezou

ATENAS (Reuters) - A polícia grega feriu a tiros um dos membros da guerrilha mais procurados do país em uma perseguição no centro de Atenas nesta quarta-feira na qual um policial e dois turistas também ficaram feridos.

Em 2010, Nikos Maziotis foi acusado de uma série de ataques reivindicados pelo grupo Luta Revolucionária, incluindo o disparo de uma granada contra a embaixada dos Estados Unidos em Atenas em 2007 e um carro-bomba que danificou a bolsa de valores da capital em 2009.

“Sua prisão, sem dúvida, é um enorme sucesso”, afirmou o ministro da Ordem Pública, Vassilis Kikilias, em uma entrevista coletiva transmitida ao vivo na televisão grega.

Maziotis, de 42 anos, estava foragido desde 2012. A polícia antiterrorismo havia destacado agentes para locais que se acreditava que ele frequentava, e ele foi visto quando entrava em uma loja na região de Monastiraki, centro de Atenas, perto da Acrópole, disse a polícia.

Ele disparou oito vezes contra os policiais que o perseguiam e recebeu um tiro, declarou o chefe de polícia, Dimitrios Tsaknakis.

A mídia exibiu uma foto de Maziotis – que usava uma peruca e levava uma identidade falsa quando foi detido – estendido no chão, coberto de sangue e algemado.

Ele foi baleado no ombro e operado em um hospital de Atenas, mas não corre risco de morrer, informou o ministro da Saúde, Makis Voridis.

Um policial foi ferido na perna durante o tiroteio, disse Voridis. Um turista australiano de 19 anos sentado em um restaurante nas proximidades foi ferido por um estilhaço de bala no tornozelo e um turista alemão foi levemente ferido, mas não hospitalizado.

O grupo Luta Revolucionária foi criado em 2003 e declarou guerra a todas as formas de governo. Mais tarde, disse que protestava contra as medidas de austeridade impostas durante a crise financeira da Grécia, que fez milhares de pessoas perderem seus empregos e mergulhou a economia em uma recessão profunda.

(Reportagem adicional de Harry Papachristou)

Reuters