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Por Michelle Martin

BERLIM (Reuters) - Procuradores alemães estão em dúvida sobre a autenticidade de cartas que sugeriam que militantes islâmicos realizaram um ataque contra o ônibus do time de futebol Borussia Dortmund, disse nesta sexta-feira uma porta-voz.

Três cartas idênticas impressas em alemão encontradas próximo ao local do ataque de terça-feira, em Dortmund, indicavam que o ataque foi realizado “em nome de Alá”, relatou a emissora ARD, citando outras mídias. As cartas se referiam ao uso de aviões de reconhecimento Tornado na Síria, que a Alemanha enviou como parte de uma campanha militar contra o Estado Islâmico.

Mas um relatório comissionado por investigadores indicou que há “dúvidas significativas” sobre as cartas e sugere que elas tenham sido escritas para fazer com que as pessoas pensassem que havia uma motivação militante islâmica, acrescentou a ARD.

“Isto está correto”, disse Frauke Koehler, porta-voz do escritório do procurador público federal, quando solicitada a comentar sobre a reportagem da ARD.

“É de fato duvidoso”, disse sobre as cartas.

Perguntada sobre o motivo das dúvidas, ela disse não poder dar mais informações, à medida que a investigação ainda está em curso.

O jornal alemão Tagesspiegel informou em seu site nesta sexta-feira ter recebido um email anônimo da extrema-direita reivindicando responsabilidade pelo ataque de terça-feira. O jornal informou que o email citava Adolf Hitler, expressava fúria contra o multiculturalismo e sugeria um possível novo ataque em 22 de abril.

Koehler disse que procuradores receberam uma cópia da carta, mas que não podia comentar mais.

O ônibus dos jogadores do Borussia Dortmund seguia para o estádio do clube para uma partida da Liga dos Campeões contra o Mônaco, na terça-feira. quando três explosões ocorreram, ferindo o zagueiro espanhol Marc Bartra.

Especialistas têm expressado ceticismo há dias sobre a origem das cartas reivindicando responsabilidade. Fontes da segurança disseram que investigadores estão analisando se extremistas das alas esquerda ou direita podem ter realizado o ataque.

Um dia após o ataque, o ministro do Interior do Estado alemão da Renânia do Norte-Vestfália descreveu as cartas como “incomuns”.

((Tradução Redação São Paulo, +5511 56447719))

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