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Presidente francês, Emmanuel Macron, vota em primeiro turno de eleições parlamentares em Le Touquet. 11/06/2017 REUTERS/Christophe Petit Tesson/Pool

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Por Maya Nikolaeva e Sudip Kar-Gupta

PARIS (Reuters) - O resultado do primeiro turno de uma eleição parlamentar que promete dar ao presidente da França, Emmanuel Macron, uma maioria esmagadora no Parlamento animou os investidores nesta segunda-feira, mas o comparecimento mais baixo da história moderna ofuscou as comemorações.

Os institutos de pesquisa disseram que Macron ruma para obter até três quartos das cadeiras da Assembleia Nacional no segundo turno de 18 de junho, depois que 28 por cento dos eleitores que votaram na primeira fase de domingo escolheram seu partido A República Em Marcha (LREM).

Esta seria a maioria governamental mais expressiva em décadas no país, e na prática só deixaria o poderoso movimento sindical como obstáculo em potencial para as reformas pró-empresariado que o ex-banqueiro Macron prometeu adotar para tentar impulsionar o crescimento e os empregos.

O custo dos empréstimos caiu nesta segunda-feira na França, reduzindo a diferença em relação ao padrão alemão.

O rendimento dos títulos governamentais de 10 anos caiu três pontos base, para 0,62 por cento, desempenho melhor do que o de países da zona do euro mais bem cotados. A diferença no rendimento em relação ao Bund alemão diminuiu para cerca de 36 pontos base -- era de 39 no final da sexta-feira.

Mas menos da metade dos 47 milhões de eleitores votaram no primeiro turno, o nível mais baixo de uma eleição legislativa nos 60 anos da Quinta República.

Macron era um desconhecido na política três anos atrás e comanda um partido novo, mas seus adversários viram um perigo para a democracia à medida que a magnitude de sua vitória se revelou no domingo.

Pouco mais de um mês depois de o político de 39 anos vencer uma disputa longa e agressiva, alguns questionaram se ele tem um mandato para buscar uma agenda de reformas pró-mercado.

O porta-voz do governo Macron reconheceu o desafio à frente.

"Temos que restaurar a confiança", disse Christophe Castaner, que também é ministro das relações parlamentares, nesta segunda-feira.

"É responsabilidade do governo, do presidente, do primeiro-ministro, restaurar a confiança no processo eleitoral", afirmou ele ao canal France 2.

"Não queremos uma maioria para ter vida fácil. Queremos uma maioria que irá reformar", acrescentou.

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Reuters