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MADRI/BARCELONA (Reuters) - O ex-líder catalão Carles Puigdemont, deposto pelo governo espanhol, pediu neste sábado a formação de uma frente política única na eleição do dia 21 de dezembro para continuar a pressão pela independência da região da Espanha e em protesto contra a prisão de ex-membros do governo regional.

    Puigdemont, que foi para a Bélgica depois de seu governo ter sido destituído após uma declaração unilateral de independência, disse na sexta-feira que está considerando concorrer nas eleições, mesmo estando em Bruxelas.

    Em meio à mais grave crise política da Espanha desde o retorno da democracia, no fim da década de 1970, o primeiro-ministro, Mariano Rajoy, convocou uma eleição depois da intervenção na Catalunha, ocorrida há uma semana.

    Os partidos políticos que desejarem formar uma coalizão têm até a terça-feira para registrar suas chapas, e até 18 de novembro para anunciar seus candidatos.

    Pesquisa publicada na terça-feira mostrou que a coalizão pró-independência Juntos pel Si ganharia a eleição se ela fosse realizada hoje, com 35,2 por cento das preferências.

    Esse resultado daria a eles novamente uma maioria parlamentar pela independência, caso o grupo mantenha sua atual aliança com o CUP, de extrema-esquerda.

    A rica região noroeste da Espanha continua dividida entre os que apoiam a separação e os que querer manter as terras catalãs como parte da Espanha, mostraram pesquisas tomadas desde a declaração de independência.

    Se os partidos pró-independência se separarem, pode ficar difícil formar uma maioria parlamentar, embora a prisão de ex-membros do governo possa unir o eleitorado crítico a Madri, visto como poder demasiadamente repressor.

    São candidatos pró-Espanha os do Partido Popular (PP), de Rajoy, os Socialistas e o Ciudadanos, legenda pró-mercado. Tais partidos realizaram pequenas manifestações neste sábado, pedindo que a chamada maioria silenciosa vote em massa em dezembro.

    Na quinta-feira, nove membros do gabinete de Puigdemont receberam ordem de prisão preventiva pela Suprema Corte espanhola, enquanto são investigados e podem ser denunciados. Um membro do ministério dissolvido, Santi Vila, foi solto na sexta-feira, após pagar fiança de 50 mil euros. Os outros oito permanecem presos.

    Na sexta-feira, a Espanha emitiu o mandado de prisão contra Puigdemont e quatro assessores por rebelião, incitação de motim, malversação de dinheiro público, desobediência e quebra de confiança, todas acusações relacionadas à campanha pela independência.

    O grupo cívico catalão Asamblea Nacional Catalana y Omnium Cultural, cujos líderes foram presos no mês passado sob acusação de motim, convocaram uma greve geral no dia 8 e uma grande manifestação no dia 11, em protesto contra as detenções.

    Puigdemont afirmou que não voltará à Espanha até receber garantias de Madri.

    (Reportagem de Paul Day)

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Reuters