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Presidente da Rússia, Vladimir Putin. 02/05/2017 REUTERS/Alexander Zemlianichenko

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MOSCOU (Reuters) - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse ao presidente eleito da França, Emmanuel Macron, nesta segunda-feira, que espera deixar a desconfiança de lado e trabalhar com ele, em uma mudança de tom depois de o Kremlin ter expressado apoio a rivais de Macron na corrida presidencial.

"Os cidadãos da França lhe confiaram a liderança do país em um momento difícil para a Europa e para toda a comunidade internacional", disse Putin a Macron, cuja equipe acusou a Rússia de tentar prejudicá-lo durante a campanha.

Segundo o Kremlin, Putin disse a Macron em um telegrama de cumprimento pela vitória: "O aumento das ameaças de terrorismo e extremismo militante vem acompanhado de uma escalada em conflitos locais e da desestabilização de regiões inteiras".

"Nestas condições, é especialmente importante superar a desconfiança mútua e unir esforços para garantir a estabilidade e a segurança internacionais".

No final de sexta-feira, um dia e meio antes de as urnas abrirem, a campanha de Macron disse ter sido alvo de uma grande invasão cibernética que publicou emails internos da campanha na internet.

Uma consultoria de inteligência cibernética de Nova York, Flashpoint, disse haver indícios de que um grupo de hackers com laços com a inteligência militar russa esteve por trás do ataque.

Putin negou diversas vezes interferir nas eleições de qualquer país estrangeiro, e rejeitou alegações anteriores a respeito de operações de ataque cibernético apoiadas pelo Kremlin.

No início da campanha, um assessor de Macron disse que a Rússia estava montando uma campanha para disseminar "notícias falsas" pela televisão a cabo e por redes sociais para desacreditar Macron e ajudar seus rivais.

Putin havia falado favoravelmente sobre François Fillon, adversário conservador de Macron que havia dito querer reiniciar as relações abaladas com Moscou. Mais tarde, depois que as perspectivas de Fillon minguaram devido a um escândalo de nepotismo, Putin tomou a atitude incomum de conceder uma audiência no Kremlin à candidata de extrema-direita Marine Le Pen, a oponente de Macron no segundo turno de domingo.

Depois da reunião com o líder russo, ela disse aos repórteres que, se eleita, seu primeiro ato seria cogitar suspender as sanções que a União Europeia impôs à Rússia depois de esta ter anexado a península da Crimeia três anos atrás.

A vitória de Macron amplia uma sequência de derrotas de Putin, que vinha apostando em reviravoltas políticas em capitais ocidentais que abrissem caminho para novos líderes mais bem dispostos em relação à Rússia.

(Por Alexander Winning e Christian Lowe)

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