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Presidente da Rússia, Vladimir Putin, em coletiva de imprensa durante cúpula do Brics em Xiamen, na China 05/09/2017 Sputnik/Mikhail Klimentyev/Kremlin via REUTERS

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Por Denis Pinchuk

XIAMEN, China (Reuters) - A Rússia se reserva o direito de reduzir ainda mais o número de funcionários diplomáticos dos Estados Unidos em Moscou, disse o presidente russo, Vladimir Putin, nesta terça-feira, em resposta ao que classificou como tratamento "grosseiro" de Washington à missão diplomática russa em solo norte-americano.

Pronunciando-se depois de as autoridades dos EUA terem ordenado que a Rússia desocupasse instalações diplomáticas em cidades norte-americanas, Putin disse que ordenará ao Ministério das Relações Exteriores russo que leve as autoridades dos EUA aos tribunais por conta de supostas violações de direitos de propriedade da Rússia.

"Que os americanos reduzam o número de nossas instalações diplomáticas é um direito deles", disse Putin em uma coletiva de imprensa na cidade litorânea chinesa de Xiamen, onde compareceu à cúpula dos países do Brics.

"A única coisa é que isso tenha sido feito de uma maneira tão grosseira. Isso não reflete bem em nossos parceiros americanos. Mas é difícil conduzir um diálogo com pessoas que confundem Áustria com Austrália. Nada pode ser feito a esse respeito. Provavelmente esse é o nível da cultura política de uma certa parte do establishment dos EUA".

"Quanto a nossos edifícios e instalações, isso é algo inédito", afirmou o líder russo.

"Esta é uma violação clara dos direitos de propriedade da Rússia. Portanto, para começar, ordenarei que o Ministério das Relações Exteriores vá aos tribunais – e vamos ver o quão eficiente é o tão louvado judiciário dos EUA".

A ordem dos EUA para a Rússia liberar algumas de suas propriedades diplomáticas foi a mais recente de uma série de ações recíprocas que começaram quando o ex-presidente norte-americano Barack Obama expulsou 35 diplomatas russos no final do ano passado.

O governo Obama disse à época estar retaliando a interferência russa na eleição presidencial, uma alegação negada por Moscou.

Em julho, Moscou reagiu ordenando que Washington reduzisse o número de funcionários diplomáticos e técnicos na Rússia em cerca de 60 por cento, ou para 455 pessoas.

A Rússia disse que a medida procurou criar uma paridade entre a quantidade de diplomatas norte-americanos e russos trabalhando nos respectivos países, mas Putin afirmou que as expulsões mais recentes ordenadas pelos EUA deixaram o número de diplomatas russos em solo norte-americano abaixo dessa paridade.

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Reuters