Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Uma aeromoça da Malaysia Airlines deposita flores em homenagem a colegas que morreram na queda do voo MH17 na semana passada, durante um culto em Kuala Lumpur, na Malásia, nesta sexta-feira. 25/07/2014 REUTERS/Olivia Harris

(reuters_tickers)

WASHINGTON (Reuters) - A Casa Branca afirmou nesta sexta-feira que o presidente russo, Vladimir Putin, era "culpável" pela derrubada de um avião da Malásia sobre uma zona de guerra na Ucrânia e reiterou que está trabalhando com a União Europeia e o G7 para impor novas sanções contra Moscou.

O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, fez os comentários mais fortes desde que o avião foi derrubado na semana passada com 298 pessoas a bordo, atribuindo o incidente à Rússia. Os Estados Unidos têm criticado o país por fornecer armas aos separatistas ucranianos.

"O que também sabemos é que o avião da Malaysia Airlines foi derrubado por um míssil que foi disparado do solo. Foi disparado do chão em uma área que era controlada por separatistas, e em uma área onde os próprios ucranianos não estavam operando armas antiaéreas naquele momento", disse Earnest a repórteres na Casa Branca.

"Então é por isso que concluímos que Vladimir Putin e os russos são culpáveis por esta tragédia", disse ele.

O vice-presidente norte-americano, Joe Biden, conversou nesta sexta-feira com o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, sobre a investigação da queda do avião, bem como a dinâmica política do país, afirmou a Casa Branca separadamente.

"O presidente Poroshenko ressaltou que, apesar da dissolução da coalizão governista no Parlamento da Ucrânia, o governo vai continuar o seu trabalho para lidar com as importantes reformas econômicas", disse em um comunicado.

"O presidente Poroshenko também informou o vice-presidente de que a Rússia continua a fornecer armas e equipamentos pesados ​​aos separatistas e que as tropas ucranianas estavam cada vez mais sob fogo direto de posições no lado russo da fronteira", disse.

Biden disse a Poroshenko que os Estados Unidos estavam trabalhando com a União Europeia e os países do G7 para impor novas sanções à Rússia por suas "ações desestabilizadoras e irresponsáveis ​​na Ucrânia".

(Reportagem de Jeff Mason)

Reuters