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Construção destruída por furacão Irma em Big Pine Key, na Flórida 14/9/2017 REUTERS/Carlo Allegri

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Por Zachary Fagenson

MIAMI (Reuters) - Cerca de 1,9 milhão de casas e negócios da Flórida, da Geórgia e das Carolinas continuavam sem energia nesta sexta-feira, cinco dias após a passagem mortífera do furacão Irma pelo sudeste dos Estados Unidos.

O Irma, uma das tempestades mais potentes já registradas no Atlântico antes de atingir o território dos EUA na condição de furacão de categoria 4 em 10 de setembro, matou ao menos 82 pessoas, e várias ilhas do Caribe duramente atingidas, incluindo Porto Rico e as Ilhas Virgens norte-americanas, computaram mais da metade das fatalidades.

Cerca de 1,8 milhão de consumidores estão sem eletricidade na Flórida, incluindo 281.400 residências e pontos comerciais servidos por companhias elétricas municipais e cooperativas de energia elétrica.

Entre as prestadoras de serviços públicos, a Florida Power & Light, de propriedade da NextEra Energy Inc e a maior companhia elétrica do Estado, relatou que cerca de 1,1 milhão de clientes estão sem luz. A Duke Energy Corp disse que 375.400 consumidores estão no escuro e a Tampa Electric, uma unidade da Emera Inc, disse que cerca de 36.600 estão sem eletricidade.

Outros 116.900 clientes da Geórgia, Carolina do Sul e Carolina do Norte também estavam sem luz nesta sexta-feira.

Ao menos 32 mortes foram relatadas na Flórida, e sete outras na Geórgia e na Carolina do Sul.

O saldo de mortes inclui oito idosos que morreram depois de ficarem expostos a um calor sufocante em um asilo do norte de Miami que continuou operando com pouco ou nenhum ar condicionado após o furacão.

As mortes no Centro de Reabilitação de Hollywood Hills, ocorridas na quarta-feira, causaram revolta devido ao que muitos viram como uma tragédia evitável e aos temores acentuados com a vulnerabilidade da grande população de idosos do Estado em meio aos blecautes generalizados e prolongados.

Na quinta-feira a polícia obteve um mandado de busca para sua investigação criminal sobre as mortes, e a agência de saúde da Flórida ordenou que o asilo seja suspenso do programa Medicaid do Estado.

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Reuters