Por Robin Emmott e Alissa de Carbonnel e Conor Humphries

BRUXELAS/DUBLIN (Reuters) - A União Europeia iniciou uma luta coordenada contra as notícias falsas antes das eleições do Parlamento Europeu neste mês, mas autoridades admitem que existem limites ao que pode ser feito contra um perigo que era praticamente inexistente alguns anos atrás.

O risco é "muito alto", disse Lutz Guellner, uma das maiores autoridades da UE a cargo da campanha antidesinformação. "Basta olhar para o passado, as eleições nos Estados Unidos, o que aconteceu na França, na Alemanha".

Bruxelas espera blindar as 427 milhões de pessoas que podem votar para a câmara de 751 assentos da UE entre 23 e 26 de maio financiando operações de verificação de fatos, construindo uma unidade interna para se contrapor à desinformação da Rússia e recrutando Facebook, Google, Twitter e outros.

O Facebook inaugurou uma sala de guerra antinotícias falsas no final de abril, e mais tarde mostrou a instalação de Dublin a jornalistas, mas especialistas em segurança dizem que pode ser tarde demais para extirpar as sementes da dúvida plantadas por campanhas malignas para minar uma das maiores eleições do mundo.

Autoridades da UE dizem não conseguir quantificar o impacto de seus esforços. Entre os problemas estão financiamentos limitados e restrições institucionais, e só agora as autoridades estão se inteirando da escala do problema. "A UE não pode ter um Ministério da Verdade", disse um funcionário graduado do bloco.

Apesar da natureza pan-europeia dos riscos, a votação é realizada de forma separada em cada um dos 28 países da UE, alguns dos quais têm demorado para adotar salvaguardas.

Governos da UE e aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) dizem que a Rússia está visando as eleições para minar a democracia ocidental, o que Moscou nega.

Após um incêndio na catedral de Notre Dame, em Paris, em abril, veículos da mídia russa na Europa culparam militantes islâmicos e o governo pró-ocidente da Ucrânia.

Ao alertar as pessoas para exemplos de desinformação, a UE, como outros governos ocidentais, espera "vacinar" os cidadãos contra as notícias falsas, segundo Heidi Tworek, especialista em guerra de informação da Universidade da Colúmbia Britânica.

O comparecimento às eleições do Parlamento Europeu costuma ser baixo, o que torna mais fácil para grupos de extrema-direita e extrema-esquerda se concentrarem em eleitores que favorecem partidos extremistas nas redes sociais.

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