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Crianças em meio a destroços em Aleppo, Síria. 25/12/2016 REUTERS/Khalil Ashawi

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Por Suleiman Al-Khalidi e John Irish

ASTANA (Reuters) - Rússia, Turquia e Irã estavam trabalhando nesta terça-feira em um comunicado para reafirmar o frágil cessar-fogo entre os dois lados em conflito na Síria que poderia levar à criação de um mecanismo para garantir seu cumprimento e abrir caminho para um acordo de paz liderado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Delegações do governo sírio e da oposição estão realizando conversas indiretas na capital do Cazaquistão, Astana, pelo segundo dia no momento em que a Turquia, que apoia os rebeldes, e a Rússia, que defende o presidente sírio, Bashar al-Assad, procuram se desvencilhar dos combates.

Russos e turcos formaram uma aliança de ocasião que alguns acreditam representar a melhor chance de avanço rumo a um acordo de paz, especialmente agora que os Estados Unidos estão ocupados com assuntos internos.

Mas depois de dois dias de deliberações, o esboço inicial de um comunicado leva a crer que as potências não concordaram com muita coisa além de reafirmar a necessidade de uma resolução política e da trégua acordada em 30 de dezembro, que cada lado acusa o outro de violar.

Os delegados russos, turcos e iranianos estão discutindo os termos do comunicado final, que precisaria ser aprovado --embora não assinado formalmente-- pelas delegações de Damasco e da oposição.

O enviado especial da ONU, Staffan de Mistura, presente às conversas, disse que as três potências estão chegando perto de uma declaração definitiva que irá reafirmar e fortalecer a atual cessação de hostilidades entre as partes em guerra.

"Não estamos longe de uma declaração final", disse a repórteres.

Diplomatas disseram haver uma nuance na linguagem empregada: o governo sírio se opõe ao uso da palavra 'cessar-fogo', preferindo 'cessação de hostilidades', que sugere arranjos de prazo mais curto.

"Se os fiadores querem o sucesso desta reunião, têm que fazer algo mais no cenário do conflito", disse o principal negociador da oposição, Osama Abu Zaid, a repórteres.

Reuters