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Rússia busca isolar aliados de Navalny e fecha parte de Moscou antes de protestos

Pessoas participam de protesto em apoio ao político de oposição na Rússia Alexei Navalny. 23/1/2021. REUTERS/Christian Hartmann reuters_tickers
Este conteúdo foi publicado em 30. janeiro 2021 - 00:38

MOSCOU (Reuters) - Um tribunal russo determinou nesta sexta-feira que o irmão e vários aliados do crítico do Kremlin Alexei Navalny sejam colocados em prisão domiciliar, ao mesmo tempo em que a polícia de Moscou disse que fechará estações de metrô e ruas próximas ao Kremlin antes da realização de protestos.

As decisões do tribunal são parte de uma repressão contra aliados de Navalny, depois que dezenas de milhares de pessoas se uniram a protestos em toda a Rússia no sábado passado para exigir que o governo liberte Navalny da prisão.

Os apoiadores de Navalny planejam realizar mais protestos em toda a Rússia no domingo. As autoridades disseram que eles são ilegais e prometeram dispersá-los.

Nesta sexta-feira, a polícia de Moscou anunciou planos de fechar sete estações de metrô e várias ruas ao redor do Kremlin no domingo "devido a convocações para reuniões não autorizadas", na primeira medida do tipo antes de um protesto em anos.

O irmão do político oposicionista, Oleg Navalny, assim como os aliados Lyubov Sobol, Anastasiya Vasilyeva e Oleg Stepanov foram colocados em prisão domiciliar até 23 de março por convocarem protestos.

Maria Alyokhina, integrante da banda punk Pussy Riot, também foi colocada em prisão domiciliar.

Os aliados de Navalny dizem que estão sendo perseguidos para abafar suas atividades de protesto, o que as autoridades negam.

(Reportagem de Maria Tsvetkova e Polina Nikolskaya)

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