Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Monumento a Kalashnikov, em Moscou 19/9/2017 REUTERS/Sergei Karpukhin

(reuters_tickers)

MOSCOU (Reuters) - A Rússia inaugurou nesta terça-feira uma estátua de Mikhail Kalashnikov, inventor do fuzil de assalto AK-47, que segundo algumas estimativas se tornou a arma mais letal já fabricada e a marca russa mais conhecida no exterior.

Montada em um pedestal instalado em uma pequena praça da avenida Anel dos Jardins de Moscou, a estátua de Kalashnikov, que morreu em 2013, o mostra vestido com uma jaqueta de piloto de bombardeiro e segurando um AK-47 com as duas mãos.

"Criei uma arma para a defesa de minha terra natal", diz uma citação de Kalashnikov gravada no pedestal. Na cerimônia de inauguração, uma guarda de honra do Kremlin se perfilou ao som do hino nacional russo.

"Esta arma é a defesa da Rússia. É um dos símbolos da Rússia. Infelizmente, para que a vida continue, para que as adoráveis crianças cresçam, para as lindas mulheres da Rússia, é preciso haver uma arma", disse o escultor do monumento, Salavat Shcherbakov, aos repórteres.

O AK-47, principal arma de pequeno porte do arsenal russo há mais de 60 anos, também está nos emblemas nacionais de várias nações africanas e no de Timor Leste.

Uma de cada cinco armas de fogo do mundo é um Kalashnikov, e mais de 70 milhões de unidades do fuzil de assalto foram produzidas nas últimas seis décadas, informou a fabricante em seu site. Os fuzis Kalashnikov são usados por Exércitos estrangeiros de 50 países, disse.

Especialistas militares dizem que o AK-47 matou mais pessoas do que todos os outros tipos de armas modernas somados.

Kalashnikov, que morreu aos 94 anos de idade, repetiu muitas vezes que o orgulho por sua invenção se misturava à dor de vê-la usada por criminosos e crianças soldados.

         (Por Mikhail Antonov e Sergei Karpukhin)

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

Reuters