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Putin reage durante entrevista em Savonlina, na Finlândia 27/7/2017 Lehtikuva/Martti Kainulainen/via REUTERS

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Por Andrew Osborn

MOSCOU (Reuters) - A Rússia ordenou nesta sexta-feira que os Estados Unidos cortem centenas de funcionários diplomáticos em retaliação por uma nova rodada de sanções norte-americanas, e disse estar tomando duas propriedades diplomáticas norte-americanas.

A decisão de Moscou, que possui ecos da Guerra Fria, foi anunciada pelo Ministério das Relações Exteriores um dia após o Senado dos EUA aprovar esmagadoramente novas sanções sobre a Rússia. A legislação foi em parte uma resposta às conclusões de agências da inteligência dos EUA de que a Rússia se envolveu na eleição presidencial norte-americana de 2016, e para punir a Rússia pela anexação da Crimeia em 2014.

O projeto de lei foi enviado para o presidente Donald Trump, que pode dar aprovação final ou vetá-lo.

A Rússia tem ameaçado retaliação há semanas. A resposta sugere que a Rússia colocou de lado esperanças iniciais de laços melhores com Washington sob Trump, algo que o líder norte-americano, antes de ser eleito, havia dito querer cumprir.

A Casa Branca não comentou a retaliação russa.

As relações entre os países já tinham estremecido por conta de acusações de que a interferência cibernética russa tinha objetivo de impulsionar as chances de Trump, algo que Moscou nega categoricamente. Trump negou qualquer conluio entre sua campanha e autoridades russas.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia se queixou de crescente sentimento anti-Rússia nos Estados Unidos, acusando “círculos conhecidos” de buscarem “confronto aberto”.

O presidente Vladimir Putin havia alertado na quinta-feira que a Rússia iria ter que retaliar contra o que chamou de grosseiro comportamento dos EUA. O porta-voz de Putin, Dmitry Peskov, disse a repórteres nesta sexta-feira que a votação do Senado foi a última gota.

Um assessor sênior da Casa Branca disse na quinta-feira que Trump pode vetar o projeto de lei para buscar um acordo mais firme, uma ideia que atrai ceticismo no Congresso porque seu governo passou semanas em lobby por um projeto de lei mais fraco. O projeto deve colher apoio suficiente em ambas as Casas para sobrepor qualquer veto.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse por telefone ao secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, que a Rússia está pronta para normalizar relações com os EUA e cooperar em importantes questões globais.

Lavrov e Tillerson “concordaram em manter contato sobre uma variedade de questões bilaterais”, informou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia.

O ministério informou que os EUA possuem até 1º de setembro para reduzir sua equipe diplomática na Rússia para 455 pessoas, o número de diplomatas russos mantidos nos EUA após Washington expulsar 35 russos em dezembro.

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