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MOSCOU (Reuters) - A Rússia disse lamentar a recusa dos Estados Unidos para que inspetores russos participem em uma investigação sobre o ataque com armas químicas na Síria no início do mês, disse o Ministério das Relações Exteriores nesta sexta-feira.

O Ministro das Relações Exteriores Sergei Lavrov conversou pelo telefone com o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, e os dois lados concordaram em deliberar mais uma vez sobre uma investigação "objetiva sobre o incidente" sob a égide da Organização para Proibição de Armas Químicas (Opaq).

Os EUA, que acusaram o exército sírio pelo ataque de 4 de abril, no qual dezenas de pessoas morreram por gás venenoso, responderam lançando mísseis contra uma base aérea síria.

A Rússia defendeu sua aliada Damasco e culpou rebeldes que lutam contra o governo de Bahar al-Assad pelo incidente.

O episódio se somou a uma longa lista de disputas entre os dois países e acabou com as esperanças russas de que os laços poderiam melhorar com Donald Trump na Casa Branca. Trump disse na semana passada que as relações com Moscou "podem estar em um momento histórico ruim".

Referindo-se a outro problema, o Ministério Russo disse que Lavrov pediu que Tillerson devolvesse "propriedades diplomáticas russas nos EUA que foram ilegalmente confiscadas pela administração de Barack Obama".

Obama expulsou 35 russos suspeitos de espionagem em dezembro e ordenou que os russos deixassem dois retiros de férias perto de Washington e Nova York cujas premissas ele disse que estavam ligadas à espionagem.

(Texto der Denis Pinchuk)

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