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Por Amie Ferris-Rotman
LONDRES (Reuters) - Um líder rebelde checheno no exílio disse que a Rússia pretende aumentar fortemente a sua presença militar no turbulento sul do país, região de maioria muçulmana.
As declarações de Akhmed Zakayev, que recebeu asilo político na Grã-Bretanha em 2003, ecoam reportagens da imprensa russa e georgiana, no mês passado, afirmando que Moscou pretende quadruplicar o tamanho do seu Exército no norte do Cáucaso em 2010.
Citando contatos na região, Zakayev disse à Reuters que uma "enorme" quantidade de soldados será levada para o norte do Cáucaso, região que o presidente russo, Dmitry Medvedev, já descreveu como sendo o maior problema interno da Rússia. O Kremlin e o comando militar do norte do Cáucaso não comentaram a declaração de Zakayev.
Na entrevista concedida no final da semana passada, Zakayev, de 50 anos, disse que os russos "querem resolver o problema do Cáucaso antes da Olimpíada (de Inverno de 2014, em Sochi, cidade próxima ao Cáucaso) e dizer ao mundo que eliminaram o terrorismo. Eles também irão colocar o norte do Cáucaso em suas mãos".
O líder rebelde previu que a Rússia alegará o risco de um novo conflito com a vizinha Geórgia para justificar o aumento de tropas, para o qual não deu prazo. No ano passado, a Rússia travou uma breve guerra com a Geórgia pelo controle da região da Ossétia do Sul.
A montanhosa região do Cáucaso se estende entre os mares Negro e Cáspio, abrangendo as regiões islâmicas russas da Chechênia, Inguchétia e Daguestão, além de Geórgia, Azerbaijão e Armênia, ex-repúblicas soviéticas.
Analistas e ativistas dizem que uma guerra silenciosa está em curso na pequena Inguchétia, e que a violência quase diária repercute no Daguestão e na Chechênia, onde a Rússia enfrentou duas guerras separatistas nos últimos 15 anos.
Líderes locais e analistas dizem que a violência é alimentada por uma mistura de islamismo, disputas feudais e pobreza.
Zakayev disse que o Kremlin pretende impor toques de recolher, bloqueios rodoviários, revistas e detenções arbitrárias em todo o norte do Cáucaso.

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Reuters