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Embaixador-substituto da Rússia na ONU, Vladimir Safronkov, em reunião do Conselho de Segurança, em Nova York, nos Estados Unidos. 12/04/2017 REUTERS/Stephanie Keith

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NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - A Rússia bloqueou um esforço ocidental no Conselho de Segurança da ONU, na quarta-feira, para condenar o ataque mortal da semana passada na Síria e forçar o aliado de Moscou, Bashar al-Assad, a cooperar com investigações internacionais sobre o incidente.

Foi a oitava vez durante a guerra civil na Síria que Moscou usou seu poder de veto no Conselho de Segurança para proteger o governo de Assad.

No mais recente veto, a Rússia bloqueou um projeto de resolução apoiado por Estados Unidos, França e Reino Unido para denunciar o ataque na cidade de Khan Sheikhoun e demandar que o governo de Assad dê acesso a investigadores e informações, como planos de voo.

O ataque com gás tóxico em 4 de abril levou os Estados Unidos a lançar um ataque com mísseis contra uma base aérea síria e ampliou um racha entre os Estados Unidos e a Rússia.

O presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta quarta-feira que a confiança entre os dois países erodiu desde a posse do presidente dos EUA, Donald Trump.

O secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, repetiu essa visão após reuniões com líderes russos em Moscou, dizendo que as relações estão em um nível baixo de confiança.

A China, que vetou seis resoluções sobre a Síria desde que a guerra civil começou há seis anos, absteve-se da votação de quarta-feira, juntamente com a Etiópia e o Cazaquistão. Dez países votaram a favor do texto, enquanto a Bolívia se juntou à Rússia ao votar não.

A embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, Nikki Haley, alertou Moscou contra a proteção de Assad, que depende do apoio da Rússia e do Irã em seu conflito contra rebeldes.

"Aos meus colegas da Rússia - vocês estão se isolando da comunidade internacional cada vez que um dos aviões de Assad derruba outra bomba de barril contra civis e cada vez que Assad tenta matar de fome outra comunidade", disse Haley durante uma reunião do Conselho de Segurança nesta quarta-feira.

(Reportagem de Michelle Nichols)

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Reuters