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Príncipe William, de Grã Bretanha, coloca uma coroa de flores ao chegar para uma cerimônia na abadia de Westminster, após o ataque em Londres há duas semanas. 5/04/ 2017 REUTERS/Hannah McKay

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LONDRES (Reuters) - Os príncipes William e Harry, netos da rainha britânica Elizabeth, uniram-se a familiares de quatro pessoas mortas em um ataque perto do Parlamento de Londres duas semanas atrás para uma "Cerimônia de Esperança" nesta quarta-feira.

Khalid Masood, de 52 anos, lançou um carro alugado contra pedestres na Ponte de Westminster, matando três pessoas e ferindo outras dezenas antes de correr pelos portões do Parlamento e assassinar um policial a facadas. Ele foi morto a tiros em seguida.

A polícia britânica disse que foi um ataque terrorista, mas que Masood aparentemente agiu sozinho. Todos os outros suspeitos presos por sua relação com o incidente já foram libertados.

Familiares das vítimas – o turista norte-americano Kurt Cochran, de 54 anos, a funcionária de uma faculdade Aysha Frade, 44, o limpador de vidros aposentado Leslie Rhodes, 75, e o policial Keith Palmer, 48 – uniram-se a Harry, William e sua esposa, Kate, para a cerimônia realizada na Abadia de Westminster, situada a pouca distância do local dos ataques.

"O ataque violento de duas semanas atrás contra londrinos e visitantes de todo o mundo a esta cidade e a morte de um policial em serviço no Palácio de Westminster chocaram pessoas de todas as partes", disse John Hall, decano de Westminster.

"Os mortos e feridos incluíram londrinos, mas também pessoas dos Estados Unidos da América, da Romênia, França, Coreia do Sul, Itália, China, Austrália, Grécia, Portugal, Alemanha, Polônia e Irlanda."

Também participaram da cerimônia os feridos no ataque e também testemunhas, os primeiros socorristas a chegar ao local do atentado e representantes das principais religiões.

William e a ministra do Interior britânica, Amber Rudd, fizeram as leituras, e o prefeito de Londres, Sadiq Khan, fez uma das orações.

Investigadores acreditam que Masood, um criminoso violento convertido ao islamismo, havia se radicalizado consultando material extremista na internet. Eles disseram não ter encontrado nada que o ligasse a grupos radicais em casa ou a militantes no exterior.

"O que poderia motivar um homem a alugar um carro e levá-lo de Birmingham a Brighton e a Londres e depois lançá-lo em alta velocidade contra pessoas que nunca encontrou, não poderia conhecer, contra as quais não tinha nenhuma mágoa pessoal... e depois correr para os portões do Palácio de Westminster para causar outra morte?", perguntou Hall.

"É provável que jamais saibamos. O que é que ele esperava conseguir?".

    (Por Michael Holden)

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