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Combatentes do grupo rebelde Saraya Ahl al-Sham e civis são vistos em ônibus em Jroud Arsal, perto da fronteira entre a Síria e o Líbano 14/08/2017 REUTERS/Ali Hashisho

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BEIRUTE (Reuters) - Um grupo de rebeldes e refugiados sírios começou a deixar um enclave na fronteira com o Líbano e seguir para a Síria, nesta segunda-feira, graças a um acordo firmado entre autoridades libanesas e sírias, disse uma rede de televisão filiada ao Hezbollah.

A saída dos rebeldes de um grupo chamado Saraya Ahl al-Sham deixará um reduto do Estado Islâmico como o último bastião militante na fronteira perto da cidade libanesa de Arsal, que abriga dezenas de milhares de refugiados.

Cerca de 300 rebeldes do grupo, além de cerca de 3 mil refugiados, devem partir do Líbano para cumprir o acordo, que foi fechado após um ataque do grupo xiita libanês Hezbollah contra posições dos insurgentes no mês passado.

Um comboio de 40 ônibus já havia partido rumo à divisa síria, mostrou a televisão Al-Manar, ligada ao Hezbollah. Imagens de TV exibiram ônibus seguindo muito lentamente através das colinas áridas da área de fronteira.

A transferência envolvendo membros do Saraya Ahl al-Sham, e outra do início deste mês com combatentes da Frente Nusra e refugiados, é semelhante a acordos fechados dentro da Síria nos quais Damasco transportou rebeldes e civis a áreas da oposição.

Na sexta-feira, o general Abbas Ibrahim, a autoridade de segurança libanesa que supervisiona o acordo, disse que um grupo de civis irá para Assal al-Ward, um área situada logo depois da divisa com Arsal e controlada pelo governo sírio.

Os combatentes e suas famílias irão para outra parte da Síria que ele não identificou. Na semana passada a TV Al-Manar disse que eles iriam para Al-Ruhaiba, cidade da região de Qalamoun Oriental dominada pelos rebeldes.

O Hezbollah tem desempenhado um papel importante nos campos de batalha da guerra civil síria atuando ao lado do presidente sírio, Bashar al-Assad.

No mês passado, o grupo derrotou rebeldes em enclaves de insurgentes próximos da fronteira do Líbano e obrigou os extremistas islâmicos da Frente Nusra a partirem. Cerca de 7 mil refugiados partiram com eles em direção a uma parte do noroeste da Síria comandada por rebeldes.

O Exército libanês deve atacar em breve o bastião do Estado Islâmico localizado na mesma área. Os Estados Unidos ajudam a armar o Exército libanês e nesta segunda-feira entregaram oito veículos blindados novos, informou sua embaixada.

Acabar com o reduto do Estado Islâmico encerraria um período de vários anos durante o qual grupos armados de dentro da Síria mantiveram posições nas colinas ao redor de Arsal, a repercussão mais séria da guerra civil do país vizinho no Líbano.

(Por Angus McDowall e Sarah Dadouch)

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