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KIEV (Reuters) - Rebeldes pró-Rússia abateram dois caças ucranianos nesta quarta-feira perto do local em que um avião de passageiros da Malásia foi derrubado na semana passada, no leste da Ucrânia, matando 298 passageiros a bordo.

Um porta-voz para as operações militares da Ucrânia disse que os aviões de combate foram derrubados perto de Savur Mogila, um conjunto de túmulos na região de Shaktersky, onde um memorial marca operações de emboscada do exército soviético contra os nazistas na Segunda Guerra Mundial.

Ele disse não ter qualquer informação sobre os pilotos. Igor Strelkov, que assumiu o comando das tropas rebeldes na cidade de Donetsk, no leste, disse que os separatistas abateram um avião e que o piloto havia sido ejetado. Ele não deu mais detalhes. Intensos confrontos irromperam perto dos principais redutos rebeldes em Donetsk e Luhansk, para onde eles foram forçados a recuar por uma ofensiva das forças do governo ucraniano que assumiram o controle de vilas e subúrbios das cidades.

Mais cedo nesta terça-feira, Kiev disse que os separatistas estavam abandonando suas posições nos arredores de Donetsk e recuando em direção ao centro da cidade.

Moradores disseram que os rebeldes, cuja insurgência reivindica desde abril a independência no leste majoritariamente russófono, têm cavado trincheiras no centro de Donetsk ao redor da universidade, onde ocupam os dormitórios estudantis.

"Em Donetsk, rebeldes abandonaram suas posições em massa e se dirigiram à parte central da cidade", disse por meio de comunicado o quartel-general do que o governo em Kiev chama de "operação antiterrorista".

"Não pode ser descartado que a ocorrência de tais movimentações possa sugerir a disseminação do pânico e tentativa de deixar o campo de guerra."

Moradores relataram ter ouvido bombardeios durante a noite e uma bomba atingiu uma indústria química na cidade, provocando um incêndio.

Autoridades médicas locais disseram que 432 pessoas morreram e 1.015 ficaram feridas desde o início das hostilidades na região de Donetsk após a derrubada do presidente ucraniano que era aliado de Moscou, e depois da Rússia anexar a região da Crimeia. (Reportagem de Elizabeth Piper e Gabriela Baczynska)

Reuters