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AZAZ, Síria (Reuters) - Um "Exército Nacional" criado por rebeldes sírios com a ajuda da Turquia pode se tornar um obstáculo de longo prazo para a recuperação do noroeste do país pelo presidente Bashar al-Assad, se eles conseguirem acabar com a rivalidade entre facções que prejudica a oposição.

O esforço está no centro dos planos da oposição apoiada pela Turquia para garantir e governar uma faixa de território que faz parte da última grande fortaleza rebelde na Síria.

A presença de forças turcas no território ajudou a protegê-la da ofensiva do governo.

Assad, apoiado pela Rússia e pelo Irã, prometeu recuperar "cada centímetro" da Síria e, apesar de já ter reconquistado a maior parte do país, a presença turca complicará qualquer avanço do governo no noroeste.

O papel da Turquia foi além do apoio às forças sírias para a reconstrução de escolas e hospitais. Pelo menos cinco agências do correio turcas foram abertas na região.

O coronel Haitham Afisi, chefe do Exército Nacional, disse que a instalação da força no último ano não foi tarefa fácil.

"Estamos no começo. Enfrentamos muitas dificuldades, mas estamos trabalhando para superá-las", disse Afisi à Reuters em uma entrevista na cidade de Azaz, perto da fronteira com a Turquia.

Recentemente, ele teve que emitir uma ordem instruindo os combatentes a parar de "abrir fogo aleatoriamente", usar uniformes e cooperar com uma polícia militar recém-criada que representa "a força da lei e da justiça e não um rival de qualquer outra facção". Facções também foram proibidas de operar suas próprias prisões e tribunais e de realizar detenções extrajudiciais.

O Exército Nacional conta com cerca de 35.000 combatentes de algumas das maiores facções da guerra que matou centenas de milhares de pessoas e desabrigou cerca de 11 milhões de pessoas nos últimos sete anos.

Muitos esforços anteriores para unir os rebeldes fracassaram, obstruídos por rivalidades locais e, às vezes, por objetivos divergentes de países que apoiaram muitos dos rebeldes na guerra da Síria.

O Exército Nacional pode ser diferente por causa da presença da Turquia na região. Os militares turcos avançaram para o noroeste em duas campanhas. 

A área é importante para a Turquia por causa do que considera a ameaça à segurança nacional representada pela milícia curda YPG, que considera uma extensão do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que promoveu uma insurreição de três décadas na Turquia.

Assad diz que a Turquia está ocupando ilegalmente a terra síria.

"Todo o apoio para o Exército Nacional é da Turquia, não há outros Estados parceiros neste assunto", disse Afisi.

O Ministério das Relações Exteriores turco não respondeu as perguntas da Reuters.

O apoio turco inclui salários para combatentes, apoio logístico "e armas, se necessário". Ele listou três inimigos: Assad, o PKK e o Estado Islâmico.

A Turquia também estabeleceu 12 postos militares na província de Idlib e áreas adjacentes, localizadas a sudoeste de Afrin, sob um acordo com a Rússia e o Irã.

Assad indicou que Idlib poderia ser seu próximo alvo.

Afisi disse que o Exército Nacional poderia se fundir rapidamente com os rebeldes apoiados pelos turcos em Idlib, se necessário.

A situação em Idlib é complicada pela presença de jihadistas bem armados que lutaram com os outros grupos.

"Estamos prontos e estendemos a mão para todos os grupos que defendam os objetivos da revolução", disse ele.

(Por Tom Perry)

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