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Por Parisa Hafezi e Babak Dehghanpisheh

DUBAI/BEIRUTE (Reuters) - O presidente do Irã Hassan Rouhani prometeu neste sábado abrir o país para o mundo e garantir as liberdades que seu povo almeja, além de desafiar seus adversários após conseguir a reeleição para um segundo mandato.

Rouhani, há muito tempo conhecido como um homem do establishment extremamente cauteloso e moderado, reinventou-se como um forte defensor de reformas durante a campanha eleitoral, que terminou na última sexta-feira com sua vitória com mais de 57 por cento dos votos. Seu principal adversário, o juiz linha-dura Ebrahim Raisi, teve 38 por cento.

Em seu primeiro discurso televisionado após o resultado, Rouhani desafiou os juízes conservadores do país ao elogiar abertamente o líder do campo reformista, o ex-presidente Mohammad Khatami. Um tribunal havia proibido qualquer citação a Khatami no ar.

Embora os poderes do presidente eleito sejam limitados na comparação com os do líder supremo aitolá Ali Khamenei, a vitória de Rouhani dá ao campo reformista a oportunidade mais forte em pelo menos 12 anos para implementar o tipo de mudança que os conservadores têm evitado por décadas.

A reeleição deve salvar o acordo nuclear que o governo de Rouhani selou com as potências mundiais em 2015, sob o qual a maioria das sanções internacionais foram suspensas em troca do Irã restringir seu programa nuclear.

E pode representar um revés para a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC), a poderosa força de segurança que controla um vasto império industrial no país. Ela havia manifestado apoio a Raisi para que ele defendesse seus interesses.

Aos 68 anos, Rouhani enfrenta as mesmas limitações de poder que o impediram de realizar mudanças sociais em seu primeiro mandato, e que frustrou Khatami, que não cumpriu uma agenda reformista durante seu mandato de 1997 a 2005.

(Reportagem adicional de Bozorgmehr Sharafedin)

Reuters