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Por Fredrik Dahl e Hashem Kalantari
TEERÃ (Reuters) - Um ex-vice-presidente reformista do Irã, acusado de fomentar protestos de rua após a eleição presidencial de junho, foi solto neste domingo depois do pagamento de uma fiança de 700 mil dólares, informou o Judiciário após informações de que ele havia sido condenado a seis anos de prisão.
O promotor público Abbas Jafari Dolatabadi disse à agência de notícias oficial Irna que Mohammad Ali Abtahi foi solto "temporariamente". Sob a lei iraniana, pessoas condenadas à prisão podem pagar fiança e ficar em liberdade enquanto apelam da decisão.
Abtahi "foi temporariamente solto após a conclusão do julgamento, emissão do veredicto e pagamento de fiança no valor de 7 bilhões de rials (cerca de 700 mil dólares)", afirmou Jafari Dolatabadi.
A Irna não deu detalhes do veredicto, mas alguns jornais iranianos e o website Kaleme, pró-reforma, disseram mais cedo que o tribunal condenara Abtahi a seis anos de prisão. O Kaleme afirmou que o advogado do reformista tentaria o pagamento da fiança.
Um ex-vice-presidente iraniano, reformista e acusado de fomentar grandes manifestações nas ruas após a eleição presidencial do país, em junho, foi condenado a seis anos de prisão, informou a imprensa do país neste domingo.
Abtahi, um dos dezenas de líderes moderados detidos após a polêmica eleição, sob acusação de tentar derrubar as instituições clericais, pode ser o mais importante reformista a ser preso até agora após a votação, ocorrida há mais de cinco meses.
Abtahi, um clérigo que foi vice-presidente para assuntos parlamentares e legais durante o governo de Mohammad Khatami, entre 1997 e 2005, foi oficialmente informado sobre sua sentencia no sábado, disse o jornal Jahan-e Eqtesad. Outros diários também continham a informação.
O Judiciário do Irã disse na semana passada que cinco pessoas foram condenadas à pena de morte e 81 à permanência de até 15 anos na prisão devido aos protestos e atos violentos após o pleito, mas não informou nomes. Pode haver recurso das sentenças.
A oposição moderada diz que a eleição foi fraudada para assegurar a reeleição do presidente linha-dura Mahmoud Ahmadinejad, que visita o Brasil nesta semana.
As autoridades governistas rejeitaram a acusação e disseram os protestos eram patrocinados por outros países.
O líder supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei, que apoiou a reeleição de Ahmadinejad, disse que era um crime questionar a legitimidade da votação.
O comitê de Direitos Humanos da Assembléia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) condenou o Irã na semana passada por sua repressão aos manifestantes. O embaixador iraniano na ONU criticou duramente a resolução.

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Reuters